Fernando Haddad (PT) afirmou que, se for eleito governador de São Paulo, pretende criar uma agência antifacção com a participação das Polícias Militar e Civil, da Polícia Federal e da Receita Federal. A proposta foi apresentada durante uma sabatina nesta quinta-feira (24/9), quando o candidato também criticou a política de segurança do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Haddad citou a Operação Carbono Oculto como um “exemplo para o Brasil” e defendeu que a integração entre os órgãos seja permanente. “O que eu quero é trazer esses dois braços para São Paulo”, declarou, ao se referir à Polícia Federal e à Receita Federal.
Verba para segurança
O candidato questionou a redução dos recursos destinados ao combate ao crime organizado. Conforme a proposta orçamentária para 2026, o governo paulista diminuiu em 53% os recursos previstos para o Programa de Integração e Aparelhamento da Segurança em relação ao ano passado.
O corte retirou R$ 355 milhões do programa. Com a mudança, a previsão orçamentária passou de cerca de R$ 666 milhões para aproximadamente R$ 310 milhões. Haddad disse que as Polícias Civil e Militar estão sucateadas e afirmou querer ser “o governador da Segurança Pública”.
O petista também declarou que Tarcísio havia se comprometido, em 2022, a alterar o índice de esclarecimento de crimes no estado, mas não voltou ao tema. Para Haddad, há uma tentativa de associar o governador à imagem de xerife por causa de operações do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Ele afirmou que “as coisas estão regredindo”.
Haddad é candidato ao governo paulista pela segunda vez. Pesquisa divulgada na quarta-feira (23/9) apontou Tarcísio com 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Haddad manteve 27%.
Aos 63 anos, Haddad é advogado e professor. Foi prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016, ministro da Educação entre 2005 e 2012 e ministro da Fazenda entre 2023 e 2026, no governo do presidente Lula.








