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Defesa de Bolsonaro questiona foro e pede pausa na execução da condenação
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Brasil

Defesa de Bolsonaro questiona foro e pede pausa na execução da condenação

Advogados afirmam que excesso e entrega tardia de arquivos prejudicaram a análise do processo sobre tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Jair Bolsonaro pediu que a execução da pena seja interrompida até o julgamento da revisão criminal da condenação por tentativa de golpe de Estado. O requerimento foi protocolado na manhã desta quinta-feira (24/9) ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da revisão.

Os advogados também contestam o órgão responsável pelo julgamento. Para a defesa, o caso deveria ter sido analisado pelo plenário do STF, e não pela Primeira Turma, porque os fatos atribuídos ao ex-presidente ocorreram durante o exercício da Presidência da República.

A pena questionada é de 27 anos e 3 meses de prisão. Em uma peça de 26 páginas, os advogados sustentam que Bolsonaro não deve permanecer preso enquanto a revisão criminal estiver em tramitação, por considerar controversa a validade orgânica da condenação.

Questionamento sobre os arquivos

A defesa usa a expressão “data dump” para descrever a concentração de documentos em um período curto. O processo reuniu 70 terabytes em provas e arquivos, volume que, segundo os advogados, comprometeu a análise adequada do material.

A alegação não é de que a coleta de muitos dados seja ilegal. O argumento central é que os arquivos foram disponibilizados tarde, de forma desorganizada e sem antecedência considerada razoável pela defesa. Para os advogados, isso violou o devido processo legal e causou prejuízo concreto às defesas.

O ministro Luiz Fux já havia abordado o tema durante o julgamento no STF, em setembro do ano passado. Na ocasião, ele chamou o processo de “tsunami de dados” e afirmou que a quantidade de material dificultou a análise pelas defesas e comprometeu a instrução.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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