A Polícia Civil do Ceará (PCCE) afirma que João Munhoz Neto mantinha um relacionamento abusivo com Isabelle Caracristi, de 22 anos, restringia a liberdade dela e praticava violência psicológica. A corporação diz que a jovem não podia sair sozinha nem do escritório onde trabalhava com o namorado.
A informação foi apresentada nessa quarta-feira (23/9), durante uma coletiva de imprensa. Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, no pátio do prédio onde morava com João. Ele está preso preventivamente por suspeita de induzi-la ao suicídio.
“Temos depoimentos que afirmam que a Isabelle não podia sequer ir sozinha à farmácia, descer do escritório”, afirmou o delegado-geral Márcio Gutiérrez. Segundo ele, a restrição à liberdade foi decisiva para o pedido de prisão. O delegado também disse que João constrangia Isabelle, impedia decisões sobre a própria vida e, em algumas ocasiões, a isolava no apartamento.
A polícia informou ainda que a prisão preventiva buscou evitar a destruição de provas ou informações relacionadas à morte e preservar as condições para o avanço da investigação e da instrução criminal. A corporação trabalha com três possibilidades de indiciamento: indução ao suicídio, obstrução de prova e abuso psicológico.
Investigação sobre a morte
Durante a coletiva, delegados e peritos sustentaram a hipótese de que Isabelle morreu por suicídio, mas afirmaram que nenhuma possibilidade foi descartada. A conclusão apresentada considera depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança do condomínio.
De acordo com a versão da polícia, Isabelle teria ido sozinha ao terraço no 23º andar e se jogado do local. Questionado sobre uma câmera que teria registrado o episódio no rooftop do condomínio, Gutiérrez afirmou que não havia “nenhum tipo de câmera” no terraço.








