GOIÂNIA — A Polícia Civil de Goiás (PCGO) contabiliza 12 vítimas atribuídas à atuação da fisioterapeuta Magda Oliveira da Silva. A investigada é suspeita de causar deformidades permanentes e lesões corporais graves em pacientes submetidas a procedimentos estéticos invasivos.
As apurações apontam que os atendimentos provocaram queimaduras, cicatrizes profundas e complicações severas em áreas sensíveis, incluindo a região genital. Também há relatos de intervenções que alteravam drasticamente a anatomia das pacientes, com remoção de retalhos de tecidos e incisões cirúrgicas.
Magda foi detida preventivamente em uma operação policial realizada na última segunda-feira. No dia seguinte, a 4ª Vara de Garantias de Goiânia decidiu manter a prisão após a audiência de custódia.
Vítimas e investigação
O delegado Alex Rodrigues, responsável pelo inquérito, informou que, até a última quarta-feira, sete vítimas já haviam sido identificadas. Outras cinco procuraram a polícia depois do início da operação, elevando o total para 12.
A profissional tem formação em Fisioterapia e especializações em harmonização facial, corporal e íntima. Conforme os relatórios policiais, porém, as práticas investigadas ultrapassavam as regras da categoria.
A Polícia Civil também afirma que Magda prescrevia e entregava medicamentos diretamente aos clientes. A conduta é restrita à prática médica e, segundo a corporação, configura exercício ilegal da profissão.
A imagem da investigada foi divulgada para estimular novas denúncias e ajudar na identificação de possíveis vítimas. Pessoas afetadas são orientadas a procurar a unidade policial e apresentar documentos, registros fotográficos ou outros materiais que possam contribuir com a investigação.








