BRASÍLIA — Ana Cláudia Gomes Anunciato será julgada pelo Tribunal do Júri de Brasília a partir das 9h desta terça-feira (15/9). Ela responde por tentativa de homicídio e corrupção de menores em um processo relacionado a uma agressão ocorrida na Cidade Estrutural, em junho de 2019.
A ré também foi presa após fugir da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), onde estava sob custódia. O episódio ocorreu em 15 de dezembro de 2024. Ana Cláudia teria se soltado das algemas e deixado a unidade pelos fundos, sem ser percebida pelos policiais. Dois dias depois, foi localizada em uma chácara na Estrutural, escondida em um barraco de madeirite. Amigas e familiares levavam comida e roupas para ela, segundo as informações do caso.
Acusação de agressão
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Ana Cláudia, Danilo Gomes Anunciato e Letícia Santos de Souza teriam atacado Lucas da Silva Santos, de 24 anos, com chutes, socos e pauladas. Dois adolescentes teriam ajudado o grupo. Lucas também foi atingido por um golpe de arma branca.
A agressão aconteceu na noite de 16 de junho de 2019, no Setor Santa Luzia, na Cidade Estrutural. A acusação afirma que o grupo suspeitava que Lucas e um amigo haviam colocado fogo no barraco onde Ana Cláudia morava.
Ezequiel Soares de Jesus também seria alvo dos envolvidos, mas conseguiu fugir. Três dias depois, ele teria sido atingido por disparos de arma de fogo efetuados por Danilo Gomes Anunciato e Pedro Henrique Ferreira dos Santos, com auxílio de um adolescente. Ezequiel sobreviveu após receber atendimento médico.
Ana Cláudia não é acusada de participação nesse segundo episódio. Danilo Anunciato e Pedro Henrique dos Santos também serão julgados nesta terça-feira (15/9), em outra unidade.
Tramitação
O MPDFT pediu que os acusados fossem pronunciados e levados ao Tribunal do Júri. A defesa de Ana Cláudia solicitou absolvição sumária e, alternativamente, impronúncia. Também pediu que a acusação fosse desclassificada para um crime fora da competência do júri.
Durante o processo, foram ouvidas testemunhas, pessoas envolvidas e agentes da Polícia Civil. Ana Cláudia também prestou interrogatório em juízo. Ela teve a prisão preventiva decretada, foi presa e encaminhada para audiência de custódia. A Justiça concedeu o pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por domiciliar.








