BAHIA — A mineradora Largo avalia aproximadamente dobrar, em 2027, a capacidade de produção de concentrado de cobre e metais preciosos na operação de Maracás, na Bahia. A empresa ainda não tomou uma decisão definitiva de investimento nem informou quanto custaria a expansão.
O concentrado reúne cobre, ouro, platina, paládio e prata, recuperados como subprodutos do processamento mineral. A Largo mantém a meta de produzir entre 300 e 380 toneladas mensais do material. Vendas recentes geraram aproximadamente US$ 4,7 milhões em receita, com margem de lucro operacional superior a 90%. A companhia afirma que esse é atualmente o produto de maior margem de suas operações.
Estudos e diversificação
A empresa está concluindo estudos internos de engenharia e processos para avaliar o aumento da capacidade produtiva. A Largo informa que tem mais de 12 anos de rejeitos não magnéticos acumulados, com metais potencialmente recuperáveis. A operação de Maracás Menchen também conta com recursos minerais cuja vida útil é estimada em aproximadamente 30 anos.
A ampliação da recuperação desses metais faz parte da estratégia de aumentar a participação de produtos de maior valor agregado e diversificar as receitas. Segundo a companhia, a medida reduziria a exposição às oscilações do mercado de vanádio.
A Largo também quer elevar a participação do vanádio de alta pureza, com foco nos mercados de defesa, aeroespacial e de eletrólitos para baterias. Um estudo de otimização apontou que esses produtos poderiam responder por aproximadamente 68% da produção total de vanádio. No primeiro semestre de 2026, a participação era de apenas 4%.
A mineradora informou ainda ter produzido e embarcado o primeiro lote de pentóxido de vanádio de alta pureza para a Defense Logistics Agency, agência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A produção de um segundo carregamento está em fase de conclusão.
Reestruturação da dívida
A Largo assinou um acordo definitivo de reestruturação de dívida com o Banco do Brasil, seu maior credor bancário comercial. Com o acordo anterior firmado com a Caixa Econômica Federal, o entendimento envolve aproximadamente 48% dos US$ 82 milhões em dívida sênior da empresa com bancos comerciais. A mineradora continua negociando com os demais credores brasileiros.









