São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Lula defende soberania, democracia e multilateralismo em discurso na ONU
Brasil

Lula defende soberania, democracia e multilateralismo em discurso na ONU

Presidente brasileiro critica guerras, ocupação de Israel em Gaza e falta de credibilidade das Nações Unidas durante fala em Nova York.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania brasileira, o multilateralismo e a democracia durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira, 22. A fala também criticou a ocupação de Israel em Gaza e ocorreu em meio à aplicação de novos tarifaços dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.

Lula afirmou que as Nações Unidas vivem seu "momento mais crítico" e questionou a capacidade da organização de evitar conflitos armados. O presidente também disse que a guerra representa a falência da política. "A guerra não é a continuação da política por outros meios; é a falência total da política", declarou.

O discurso ocorreu a 12 dias do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras. Lula disputa a reeleição e deve deixar Nova York depois da fala para retornar ao Brasil e retomar a campanha.

Soberania e instituições internacionais

O presidente defendeu o princípio da não intervenção nos assuntos internos de outros Estados e ressaltou a autonomia dos países. A soberania ganhou espaço no discurso do governo brasileiro nos últimos meses, em meio às divergências com os Estados Unidos e às tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros.

Lula também propôs uma reforma das instituições internacionais, especialmente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. No domingo, assinou com António Costa, William Ruto e Mark Carney um artigo em defesa da modernização da ONU e de outras instituições internacionais.

Os líderes defenderam instituições mais representativas e eficazes, além da igualdade soberana dos Estados, da integridade territorial, da solução pacífica de controvérsias e do respeito ao direito internacional.

As guerras em Gaza, na Ucrânia e no Oriente Médio também foram incluídas na mensagem brasileira. Lula defendeu a ampliação dos canais de negociação e a redução da centralidade das soluções militares para crises internacionais.

Agenda em Nova York

Antes de Lula, falaram o secretário-geral da ONU, António Guterres, e Khalilur Rahman, presidente da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU e ministro das Relações Exteriores de Bangladesh. Esta é a última assembleia de Guterres no cargo.

Na segunda-feira, 21, Lula se reuniu com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, e com o senador americano Bernie Sanders. As conversas trataram de políticas sociais, democracia, redução das desigualdades, relações de trabalho, paz e mecanismos internacionais de governança da inteligência artificial.

A passagem do presidente por Nova York foi concentrada em pouco mais de 48 horas. Até esta terça-feira, não havia uma reunião bilateral formal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluída na agenda.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5