O arqueólogo amador Oliver Riedl encontrou mais de 900 moedas do Império Romano enterradas perto de Wesseling, na Alemanha. As peças foram localizadas durante buscas com um detector de metal e, segundo as autoridades, eram usadas no século II d.C.
O LVR-ABR, Escritório de Gestão do Patrimônio Arqueológico da Associação Regional da Renânia, informou que esse é o maior tesouro de moedas do período do imperador Adriano já encontrado na Alemanha.
Moedas de diferentes períodos
A peça mais recente foi cunhada entre 124 e 125 d.C. A maior parte do conjunto, porém, pertence ao período dos imperadores flavianos, entre 69-96 d.C. A moeda mais antiga remonta à República Romana e foi produzida em 148 a.C.
O motivo de o tesouro ter sido enterrado e nunca recuperado não foi esclarecido. “Só podemos especular sobre os motivos, é claro, mas é muito provável que alguém quisesse manter esse dinheiro em segurança”, afirmou Erich Claßen, arqueólogo do Estado e diretor do LVR-ABR. Ele acrescentou que talvez o proprietário tenha morrido antes de transmitir informações sobre as moedas.
Cada peça é avaliada em cerca de 500 euros, o equivalente a R$ 2.000 na cotação atual. Com a quantidade encontrada, o valor total chega a quase meio milhão de euros.
Destino do achado
A legislação alemã determina que achados arqueológicos significativos sejam entregues às autoridades. Quando a descoberta não tem importância particular, arqueólogos ou pessoas que usam detectores podem recuperar as peças. Se o material tiver valor para a pesquisa, pode haver uma recompensa, definida caso a caso.
As moedas estão em exibição pela primeira vez no Museu Estadual da LVR, em Bonn.








