TURQUIA — Uma formação geológica com contorno semelhante ao de um barco voltou a ser investigada como possível localização da Arca de Noé. O local, conhecido como Formação de Durupinar, é apontado desde os anos 1970 como uma das principais evidências da existência da embarcação descrita na Bíblia cristã.
A nova pesquisa é conduzida por arqueólogos da Universidade de Sivas Cumhuriyet e ativistas do criacionismo. O projeto pretende combinar exploração moderna, análise geofísica, investigação geológica e pesquisa arqueológica.
Histórico das buscas
O contorno foi descoberto em 1959, durante uma viagem de mapeamento da Força Aérea turca. O oficial Ilhan Durupinar fotografou a formação e apresentou a descoberta a um grupo de arqueólogos.
A estrutura havia ficado enterrada sob toneladas de terra, removidas após uma temporada de fortes chuvas e terremotos na década de 1940. Uma primeira expedição usou escavadeiras e dinamite, mas encontrou apenas rochas e terra.
Na década de 1980, o entusiasta de arqueologia Ron Wyatt retomou a investigação e convenceu outros exploradores interessados na Arca de Noé a examinar o local. Naquele período, foram obtidas as primeiras imagens de radar e realizadas novas tentativas de escavação.
Nova etapa
Liderado pelo arqueólogo Cenker Atila, o projeto recebeu, em julho, autorização das autoridades locais do meio ambiente para realizar escavações exploratórias. A equipe planeja fazer perfurações mais profundas que as anteriores e usar um robô para obter imagens subterrâneas.
Também serão analisadas amostras de solo e rocha. A busca inclui materiais considerados incompatíveis com o cenário geográfico e possíveis objetos produzidos por seres humanos.
Andrew Jones, fundador do Noah's Ark Scans, braço de divulgação científica da escavação, disse que o grupo espera obter provas da existência de um barco de madeira em decomposição sob a terra. Lauren Witzke, responsável pelo marketing do projeto, afirma que imagens recentes de radar teriam identificado câmaras, corredores e túneis com ângulos retos em camadas subterrâneas. Ela também divulga atualizações e pede doações para a continuidade dos trabalhos.








