Os governos do Paquistão, da Arábia Saudita e da Turquia planejam convocar uma reunião de emergência entre seus chefes militares para discutir formas de apoiar Riad. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) pelo Ministério das Relações Exteriores paquistanês.
A conversa será baseada no Acordo Conjunto de Defesa de Meca. O documento determina que um ataque contra qualquer um dos países signatários seja tratado como uma agressão contra todos os integrantes.
O pacto foi assinado em agosto por Arábia Saudita, Turquia e Paquistão. Inspirado em uma aliança nos moldes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o acordo passou a ser discutido enquanto a Arábia Saudita enfrenta ameaças em diferentes frentes, entre elas as ações dos houthis no Iêmen.
Os ataques do grupo, que tem apoio do Irã, incluem investidas recentes contra Riad e colocaram o compromisso de defesa mútua à prova. Em setembro, os houthis assumiram o controle de uma extensa faixa do litoral do Mar Vermelho e lançaram mísseis e drones contra instalações de energia sauditas. O grupo também atacou a capital pela primeira vez em anos.
Os houthis passaram ainda a controlar de forma efetiva o estreito de Bab al-Mandeb, elevando a pressão sobre o fornecimento global de petróleo durante o conflito em curso pelo Estreito de Ormuz.
O ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, afirmou no mês passado que o pacto não aponta um inimigo comum nem tem como alvo um país específico. Nenhum país será considerado alvo enquanto não atacar um dos integrantes, disse ele.
Os houthis afirmam que forças sauditas, que apoiam o governo iemenita reconhecido internacionalmente, fizeram centenas de ataques aéreos contra posições do grupo nas últimas semanas.








