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Humorista turco responde por acusações contra Erdogan durante show
Foto: Yasin Akgul/Afp
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Humorista turco responde por acusações contra Erdogan durante show

Deniz Goktas está detido e pode enfrentar cerca de uma década de prisão se for condenado em Istambul.

O humorista turco Deniz Goktas compareceu nesta segunda-feira, 28, a um tribunal em Istambul acusado de insultar o presidente Recep Tayyip Erdogan. Ele também responde por incitação ao ódio público e por suposta glorificação do crime e de criminosos.

Goktas, de 32 anos, está detido há 88 dias. A prisão ocorreu em 3 de julho, uma semana depois de um vídeo de seu show de stand-up ser publicado no YouTube. A gravação alcançou quase nove milhões de visualizações.

Defesa no tribunal

Durante a audiência, realizada no Palácio da Justiça de Caglayan, o humorista rejeitou as acusações. A denúncia destaca uma fala em que ele chama Erdogan de “ditador tímido”, mas Goktas afirmou que não havia elemento criminoso em sua apresentação.

“Ditador não é um insulto: é uma caracterização política”, declarou. Ele também disse que um espetáculo de humor político sem mencionar o nome de Erdogan não seria sincero nem teria relação com a realidade, considerando a atuação do presidente e líder do partido que governa o país há 25 anos.

Goktas ainda afirmou que Erdogan deveria estar aberto à sátira. Se condenado, o humorista pode receber uma pena de cerca de uma década de prisão, segundo cálculos mencionados no processo.

Manifestação em frente ao tribunal

Cerca de 50 manifestantes se reuniram diante do tribunal sob chuva forte. O grupo levou guarda-chuvas e gritou: “Deniz Goktas não está sozinho”. Apoiadores, jornalistas e colegas do clube de comédia TuzBiber, de Istambul, também aguardavam a entrada na audiência.

Nos últimos anos, milhares de pessoas foram processadas na Turquia por insultar o presidente. Entre os alvos estão políticos, artistas, músicos, jornalistas e ativistas LGBTQ+.

Em julho, autoridades turcas proibiram a atracação de um cruzeiro voltado ao público LGBTQIA+ em dois destinos turísticos do país. As marchas do Orgulho LGBTQ+ em Istambul estão proibidas desde 2015, sob a justificativa de preservar a segurança pública.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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