São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Negócio de níquel entre Anglo e MMG enfrenta resistência de EUA e União Europeia
Foto: 05/10/2015REUTERS/Siphiwe Sibeko
Brasil

Negócio de níquel entre Anglo e MMG enfrenta resistência de EUA e União Europeia

Proposta americana pedia revisão da venda, enquanto órgãos europeus e brasileiros analisaram possíveis efeitos da operação.

A venda dos ativos de níquel da Anglo American para a chinesa MMG passou a ser analisada por autoridades dos Estados Unidos, da União Europeia e do Brasil. A operação, anunciada por US$ 500 milhões, envolve unidades em Goiás e projetos em Mato Grosso e no Pará.

Em 9 de janeiro de 2026, Jamieson Greer, chefe do Escritório de Representação Comercial da Casa Branca (USTR), encaminhou a Brasília uma proposta para que o governo Luiz Inácio Lula da Silva revisasse o negócio. A solicitação foi rejeitada pelas autoridades brasileiras.

Pressão sobre minerais críticos

Fontes do Itamaraty disseram que Greer também teria defendido o veto à compra de jazidas de minerais críticos e terras raras por “non-market economies”, em referência indireta à China. O governo brasileiro respondeu que aplica regras e condições semelhantes a investidores estrangeiros de qualquer parte do mundo.

A transação entre a multinacional britânica e a empresa chinesa foi anunciada em fevereiro de 2025. O acordo inclui os ativos operacionais de Barro Alto e Codemin, em Niquelândia, além dos projetos Morro Sem Boné e Jacaré, destinados ao desenvolvimento futuro.

O níquel é considerado um mineral estratégico para a transição energética e é usado na produção de aço inoxidável e baterias. A Comissão Europeia abriu uma investigação sobre a operação em novembro do ano passado. O órgão antitruste da União Europeia apura se a venda pode redirecionar a produção brasileira para outros mercados e afetar o preço e a qualidade do aço europeu.

A empresa turca CoreX, que também havia apresentado uma proposta à Anglo American, acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão abriu uma investigação preliminar, mas a Superintendência-Geral decidiu arquivar o processo.

A Anglo American não comentou o negócio quando procurada.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5