A atuação de Zezé Motta como Xica da Silva volta ao centro das atenções com o relançamento do filme dirigido por Cacá Diegues. A produção retorna aos cinemas do país em uma versão restaurada em 4K, apresentada pela Sessão Vitrine Petrobras.
A reexibição ocorre em 2026, quando o longa completa 50 anos de seu lançamento, realizado em 1976. A data também se cruza com outra marca: a novela inspirada na personagem chega aos 30 anos de sua estreia, em 1996. Produzida pela extinta Rede Manchete, a obra televisiva se tornou uma das versões mais conhecidas de Xica da Silva.
A trajetória de Zezé Motta
A personagem interpretada por Zezé Motta é apresentada como uma mulher que recorre à inteligência, à ironia e à altivez para desafiar a estrutura colonialista. Esse papel também influenciou a trajetória da atriz fora das telas e ampliou a discussão sobre o protagonismo negro e feminino nas artes brasileiras.
Zezé Motta contou que, durante as filmagens, estava concentrada em realizar seu melhor trabalho. Naquele momento, reconhecia a importância da personagem, mas não previa o alcance que a produção teria no Brasil e no mundo nem a permanência do debate sobre o filme cinco décadas depois.
A atriz afirma que a obra alterou sua carreira e sua visão sobre a responsabilidade do trabalho artístico. “A Xica me deu coragem, confiança e uma consciência ainda maior do papel que eu poderia exercer como artista”, disse Zezé Motta.
O relançamento recupera, assim, a presença do filme na história das produções brasileiras e retoma a interpretação que consolidou a personagem no cinema nacional.








