BELO HORIZONTE — Uma agência do Sicoob em Santa Luzia foi invadida no fim da tarde dessa segunda-feira (7/9). Dois homens tentaram chegar ao cofre do estabelecimento, mas fugiram a pé sem levar dinheiro ou outros bens, conforme informou o gerente à polícia.
O caso ocorreu por volta das 16h40, na Avenida do Carmo. A central de monitoramento identificou a interrupção dos sistemas de vigilância e enviou um funcionário ao local. O vigilante encontrou as luzes acesas, ouviu vozes e viu os suspeitos deixando a área interna.
Os homens ainda forçaram uma porta para sair. Com medo, o funcionário correu para a rua, e a dupla rompeu a porta e fugiu. Na vistoria, os policiais encontraram o cofre tombado, com marcas de cortes e desgaste provocadas pela tentativa de acesso. Foram usadas ferramentas como lixadeiras, martelete e pé de cabra.
Em Contagem, quatro homens foram presos antes de conseguirem entrar em uma agência do Banco do Brasil, no bairro Eldorado. A Polícia Militar localizou o grupo em uma garagem vizinha ao banco, onde havia máquinas e ferramentas posicionadas para perfurar o teto e alcançar a agência.
A movimentação foi percebida durante patrulhamento na Avenida João César de Oliveira, por volta das 9h30. Como era feriado e os estabelecimentos estavam fechados, os militares suspeitaram dos barulhos semelhantes aos de uma reforma.
O proprietário do imóvel permitiu a entrada dos policiais e verificou as câmeras de segurança. As imagens mostraram os quatro homens na garagem. Eles foram encontrados no segundo andar enquanto tentavam fugir e se renderam. Os suspeitos tinham entre 35 e 50 anos.
Conforme o boletim de ocorrência, o grupo monitorava o local havia aproximadamente um mês e escolheu o feriado para executar o plano. Os homens disseram fazer parte do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), organização criminosa de Santa Catarina especializada em furtos a bancos. O registro policial aponta que eles tinham passagens pelo mesmo tipo de crime em diferentes estados.
As prisões ocorreram por suspeita de participação em organização criminosa, tentativa de furto, receptação e dano. O Banco do Brasil informou que colabora com as autoridades e afirmou que o caso não afetou o atendimento nem o funcionamento da agência. “Por questões de segurança e para não prejudicar o trabalho investigativo em andamento, o Banco não divulga informações sobre procedimentos de segurança”, disse a instituição.
O Sicoob e a Polícia Civil de Minas Gerais foram procurados e não haviam apresentado posicionamento.








