Ulrich Siegmund, do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), deve assumir a liderança do parlamento estadual da Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, após o partido conquistar quase 44% dos votos no domingo (6). A legenda, porém, não obteve maioria absoluta e espera atrair parlamentares conservadores individualmente para governar.
A proposta de Siegmund para os primeiros 100 dias está reunida no manifesto eleitoral “Visão 2026”. Entre as primeiras ações, ele pretende retirar a Saxônia-Anhalt de um acordo entre os estados alemães que regulamenta práticas de mídia. O objetivo seria abrir caminho para o fim da taxa de radiodifusão pública de € 18,36 mensais, paga pelas residências mesmo quando não têm televisão ou rádio.
No lugar da cobrança, o AfD propõe um sistema financiado por impostos. O partido também quer hastear a bandeira alemã em prédios públicos e lançar uma campanha de “pensar como alemão”, com foco no orgulho nacional.
Imigração e serviços públicos
Siegmund promete “deportações desde o primeiro minuto” e afirma que aumentaria as vagas para pessoas que aguardam a expulsão. Durante a campanha, disse que a medida seria voltada apenas a quem não tem direito de permanecer no país, e não a estrangeiros com trabalho e residência legal.
Nas escolas, ele propõe separar crianças refugiadas sem perspectiva de permanência na Alemanha. A pasta do Interior também obrigaria os municípios a criar programas de trabalho compulsório para requerentes de asilo.
Outra medida prevê subsídio de 50% para a carteira de motorista de voluntários que atuem em operações de socorro a desastres e em serviços médicos de emergência. O custo da habilitação pode chegar a € 4.000.
Estrutura do governo
O candidato quer cortar verbas públicas destinadas a fundações políticas, reduzir o número de ministérios e fundir funções. Ele também promete extinguir uma pasta, sem informar qual.
Siegmund ainda defende uma revisão da resposta do governo estadual à pandemia de COVID-19. Segundo ele, números, datas e fatos precisam ser tornados públicos, e o governo anterior deve assumir responsabilidade para evitar situações semelhantes no futuro.








