SÃO PAULO — A Ponte das Bandeiras apresenta rachaduras, pichações, sujeira, entulho e sinais de desmoronamento pouco mais de dois anos após uma obra de recuperação. A intervenção recebeu investimento de R$ 68,1 milhões, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), da Prefeitura de São Paulo.
Uma das laterais da cabeceira, na margem direita do rio, está com a estrutura inclinada. A escadaria de acesso à pista expressa da Marginal Tietê também pende para o lado contrário à ponte. Um tapume improvisado não impede a entrada no interior da estrutura, onde há fios soltos, móveis e materiais acumulados.
O espaço é usado como abrigo por pessoas em situação de rua. Do outro lado do rio, buracos na parede da pista sentido Ayrton Senna da marginal expõem moradias precárias. A base de uma das torres também é ocupada, com fiação exposta. Pichações aparecem na escadaria de acesso às habitações.
A ponte liga Santana à região central de São Paulo e integra o Corredor Norte-Sul, por onde passam milhares de veículos diariamente. A estrutura foi inaugurada em 25 de janeiro de 1942 pelo então prefeito Prestes Maia, como parte das comemorações do aniversário da cidade.
O que dizem as secretarias
A Siurb afirma que a obra, entregue em março de 2024, incluiu a recuperação estrutural, do pavimento e o rebaixamento das pistas da Marginal Tietê para evitar colisões de caminhões com a parte inferior da ponte. A secretaria informou que fará uma vistoria no local.
A Secretaria Municipal das Subprefeituras diz que realiza a limpeza no entorno e no escadão de acesso à Marginal Tietê. A prefeitura também afirma que o Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas) do Bom Retiro monitora a área semanalmente.
“Nessa quinta-feira (17/9), uma equipe esteve no local para os encaminhamentos necessários. Foram abordadas sete pessoas e duas delas aceitaram ser encaminhadas para Centros de Acolhida para Adultos”, diz a prefeitura.
O Consultório na Rua também faz visitas semanais à região para oferecer acolhimento e assistência à saúde, conforme avaliação individualizada. A Guarda Civil Metropolitana informa que mantém patrulhamento ostensivo 24 horas por dia e que as ações de zeladoria, segurança e assistência social serão reforçadas na região.








