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Moinho criado por William Kamkwamba levou água e energia a comunidade no Malawi

Aos 14 anos, o inventor transformou sucata, peças de bicicleta e um motor de toca-fitas em um sistema para bombear água e gerar energia.

Um moinho de vento construído com peças descartadas mudou a rotina da comunidade onde vivia o engenheiro e inventor William Kamkwamba. O equipamento passou a bombear água, produzir energia e permitir duas colheitas por ano, além de manter uma horta produtiva durante todo o ano.

O projeto começa nos livros

William tinha 14 anos quando deixou de frequentar a escola porque a família não conseguia arcar com o custo dos estudos. Em 2002, o Malawi enfrentou um período de fome, com redução dos estoques e do abastecimento. Em casa, a família passou a fazer apenas uma refeição por dia, e as doações do governo também foram interrompidas.

Mesmo fora das aulas, ele acompanhava o conteúdo por conta própria. Depois de mais ou menos uma semana, começou a consultar livros de ciências e encontrou a ideia que orientaria o projeto. “Mudou a minha vida”, afirmou ao falar sobre o livro Usando Energia.

A partir dos conhecimentos encontrados nas obras, William recolheu sucata em um lixão local e começou a construir pequenos moinhos. A primeira versão levou dias para ficar pronta. Para montar um modelo maior, ele precisou de três meses apenas para reunir os materiais e fez pequenos trabalhos para economizar e pagar a soldagem de peças fundamentais.

Peças improvisadas

Na montagem, raios de bicicleta foram usados como ferramentas improvisadas. Um deles teve a ponta achatada para funcionar como chave de fenda. William também desmontou um toca-fitas para aproveitar o motor e cortou a borracha de um sapato velho descartado.

O sistema ganhou um disjuntor feito pelo próprio inventor e foi adaptado para carregar celulares. A energia gerada também fornecia luz para que ele pudesse ler. “Um moinho de vento era mais do que energia. Era liberdade”, declarou.

Com a melhora da qualidade de vida na comunidade, a história de William alcançou outros países. O caso também foi transformado no filme O Menino Que Descobriu o Vento, que retrata o impacto da seca na comunidade rural e a construção do moinho.

Hoje, aos 39 anos, William atua como palestrante e conta os efeitos e impactos de sua trajetória.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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