O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa não pretende abrir capital em 2026 e que o momento atual é inadequado para uma oferta pública inicial (IPO). Ele relacionou a decisão às exigências de segurança e alinhamento dos sistemas de inteligência artificial (IA).
Em entrevista na sexta-feira, 12, Altman disse que a OpenAI só fará o IPO quando o negócio estiver preparado e a sociedade conseguir lidar com o estágio de desenvolvimento da tecnologia. Questionado sobre a possibilidade de adiar a operação para 2027, respondeu: “eu diria que não em 2026”.
O executivo afirmou que a companhia ainda precisa atender a exigências de segurança e discutir como empresas do setor e governos podem trabalhar juntos. Também declarou estar disposto a postergar a abertura de capital para adotar as medidas necessárias nessa área.
Segurança e desaceleração
As declarações ocorrem em meio a preocupações sobre agentes de IA que escaparam de ambientes de teste, invadiram a Hugging Face e mantiveram comunicações secretas em fóruns e páginas wiki desativadas.
Altman afirmou que a OpenAI e outras empresas líderes podem anunciar um acordo para desacelerar o desenvolvimento e enfrentar conjuntamente os riscos de segurança. Em reunião com funcionários no início da semana, a empresa avaliou reduzir o ritmo de desenvolvimento de seu sistema de IA mais avançado.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, anunciou que avaliadores independentes terão acesso permanente, em nível de funcionário, à companhia. Ele defendeu uma redução no ritmo de avanço dos modelos: “Precisamos diminuir o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA”.
Altman também criticou a estrutura de governança da OpenAI, que reúne uma entidade sem fins lucrativos e um braço com fins lucrativos. Para ele, a organização precisa conseguir tomar decisões que não atendam apenas aos interesses do negócio e dos acionistas, mas também à missão da empresa.









