A Amazon projeta entregar 88,7% dos pacotes vendidos nos Estados Unidos por meio da própria estrutura logística até 2029. A participação deve avançar de 86,3% em 2027 para 87,4% em 2028, conforme um documento interno de planejamento da companhia.
A estimativa supera previsões anteriores, que apontavam participação de 83,8% em 2027 e 85% em 2028. Em volume, a rede própria deve responder por cerca de 12,2 bilhões de pacotes em 2027 e 15,8 bilhões em 2029.
No mesmo período, o total de encomendas da Amazon nos EUA deve crescer de 14,1 bilhões para 17,8 bilhões. Já as entregas feitas por empresas externas devem permanecer praticamente estáveis, em torno de 2 bilhões de pacotes por ano. Com isso, o crescimento tende a ser absorvido principalmente pela estrutura logística da própria companhia.
Participação de transportadoras
O USPS deve reduzir sua participação nas entregas da Amazon de 13% em 2027 para 10% e, depois, 8% em 2029. A fatia da UPS deve cair de 1,8% dos pacotes em 2027 para 1,4% em 2029. A FedEx aparece com participação estimada de 0,4%.
A UPS decidiu reduzir pela metade o volume de entregas para a Amazon até o segundo semestre, alegando queda de rentabilidade no contrato. Mesmo com a expansão da rede própria, a Amazon não indica que pretende romper completamente com os parceiros tradicionais.
A operação considerada própria inclui parceiros independentes, que dirigem vans com a marca Amazon, e motoristas do programa Amazon Flex, que usam os próprios carros. O movimento amplia o controle da companhia sobre a rede logística, sem significar que funcionários da Amazon façam pessoalmente todas as entregas.
Expansão da estrutura
O CEO Andy Jassy já afirmou que entregas mais rápidas aumentam as ocasiões em que o consumidor considera a Amazon para fazer compras. Nesse plano, a área Sub Same-Day deve aumentar sua participação no volume da rede própria de 17,1% em 2027 para 21,3% em 2029.
A operação rural responde por pouco mais de 11% do volume próprio. Para essa frente, a Amazon já comprometeu mais de US$ 4 bilhões com o objetivo de triplicar o tamanho da operação até o fim de 2026.
A companhia também testa entregas ao longo de todo o dia, com janelas de envio mais curtas, e lojas do porte das unidades do Walmart no Project Kobe. Esses espaços podem funcionar como pontos de retirada e centros de distribuição local. Outro projeto, o Project Tetromino, prevê uma estação de entrega automatizada para acelerar o processamento das encomendas.
Um porta-voz da Amazon afirmou que a companhia produz diferentes versões e atualizações de seus documentos de planejamento. “Quaisquer projeções internas são preliminares, estão sujeitas a revisões significativas e não devem ser consideradas definitivas nem como representação de planos finalizados”, disse.








