Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos subiram nesta segunda-feira (28), impulsionados pela alta do petróleo e pela expectativa de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve. Os papéis de 30 anos chegaram a 5,5704%, contra 5,502% no fim da sexta-feira (25), no maior nível desde meados de maio de 2004.
Os títulos de 10 anos avançaram 6,98 pontos-base, para 5,251%, ante 5,181% no último pregão. O nível foi o mais alto desde meados de junho de 2007, antes de os rendimentos reduzirem parte dos ganhos.
O CME FedWatch aponta probabilidade de aproximadamente 70% de uma segunda elevação consecutiva das taxas pelo Fed em outubro. O banco central americano aumentou os juros no início deste mês pela primeira vez desde 2023, em uma tentativa de conter a inflação mais alta.
O movimento também ocorreu em meio à valorização do petróleo. O petróleo bruto norte-americano subiu 19 centavos e fechou a US$ 92,60 por barril. O Brent ganhou 96 centavos, encerrando a US$ 105,28.
Os preços chegaram a subir mais de US$ 4 por barril em determinado momento. A alta ocorreu depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou uma proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Mais tarde, os valores devolveram parte dos ganhos, enquanto mediadores do Catar se preparavam para negociar com os Estados Unidos e o Irã uma possível solução para o conflito, ainda sem acordo definido, envolvendo EUA, Israel e Irã há sete meses.
“a narrativa do mercado gira em torno de rendimentos mais altos por um período mais longo”, disse Oliver Pursche, vice-presidente sênior e consultor da Wealthspire Advisors. Segundo ele, o impacto dos rendimentos depende da evolução dos dados econômicos, do desemprego e dos lucros corporativos.
Os títulos de dois anos, mais sensíveis às expectativas sobre juros e inflação, acumularam alta superior a 50 pontos-base em setembro. Foi o maior avanço mensal desde fevereiro de 2023. Com isso, a diferença para o rendimento dos papéis de 10 anos caiu para cerca de 31 pontos-base, ante aproximadamente 40 pontos-base há um mês, em um movimento chamado achatamento da curva de juros.








