SÃO PAULO — As 100 cidades brasileiras com maior arrecadação própria somaram R$ 219,99 bilhões em tributos ao longo de 2025. São Paulo liderou o ranking, com R$ 67.682.227.403,27, quase 31% do total. Os dados são de um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), com base no Siconfi.
O estudo analisou os 5.570 municípios relacionados pelo IBGE. Foram consideradas apenas as receitas obtidas diretamente pelas prefeituras com tributos próprios, sem incluir transferências dos governos estadual e federal.
Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, com R$ 18.861.099.015,54, seguido por Belo Horizonte, que arrecadou R$ 7.584.375.946,29. Curitiba ocupou a quarta posição, com R$ 6.127.749.743,09, e Salvador apareceu em quinto, com R$ 5.756.229.023,63.
Campinas foi a segunda cidade paulista entre as dez primeiras, na sexta colocação, com R$ 4.964.364.362,51. Porto Alegre, Goiânia, Fortaleza e Recife completaram a lista.
Distribuição regional
Dos 100 municípios com maior arrecadação própria, 53 estão no Sudeste. O estado de São Paulo reúne 34 cidades. O Sul aparece com 20 municípios, seguido por Nordeste, com 12; Centro-Oeste, com nove; e Norte, com seis.
Para o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, o levantamento mostra o fortalecimento da Região Sul, associado à atividade industrial e comercial. Ele também afirmou que Norte e Nordeste têm participação mais discreta no ranking, apesar da presença de Salvador, Recife e Fortaleza entre as maiores arrecadações.
Receita por habitante
O IBPT calculou ainda a arrecadação própria dividida pelo número de habitantes. Xangri-Lá, no Rio Grande do Sul, ficou em primeiro lugar, com R$ 10.727,76 por habitante em 2025. Barueri, em São Paulo, ocupou a segunda posição, com R$ 9.196,57, e São João da Barra, no Rio de Janeiro, ficou em terceiro, com R$ 7.561,82.
Entre os 100 municípios com maior arrecadação por habitante, 49 estão no Sudeste e 24 no Sul. Centro-Oeste, Nordeste e Norte têm, respectivamente, 18, oito e um município. Juntas, as duas primeiras regiões concentram 73% dos municípios da lista.








