ITAJAÍ — A Azimut vendeu dez unidades do Grande 25 Metri desde que o iate chegou ao mercado, em abril de 2025. Todos os compradores são brasileiros, e quatro embarcações já foram entregues. A quinta tem previsão de chegar ao proprietário até o fim de 2026.
O preço inicial é de R$ 45 milhões, mas pode aumentar conforme os clientes escolhem equipamentos, acabamentos e personalizações. Considerando apenas o valor de entrada, as dez vendas correspondem a pelo menos R$ 450 milhões. Os compradores estão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Produção catarinense
Com 25,62 metros de comprimento, o modelo é fabricado somente na unidade da Azimut em Itajaí, Santa Catarina. Essa é a única fábrica própria do grupo fora da Itália. O iate também será destinado à exportação.
A embarcação tem quatro suítes e utiliza fibra de carbono em grande parte da estrutura. O desenvolvimento reuniu as equipes brasileira e italiana da companhia. Entre os recursos disponíveis estão um terraço lateral retrátil, que amplia a área externa, e um flybridge com possibilidade de receber jacuzzi, bar e espaço gourmet.
A propulsão é formada por dois motores MAN V12 de 1.800 HP. A velocidade máxima chega a 29 nós.
Expansão da fábrica
A Azimut anunciou R$ 120 milhões em investimentos na operação brasileira. O plano inclui adicionar 27 mil metros quadrados à fábrica de Itajaí, que passará de 38 mil para 65 mil metros quadrados. A empresa também prevê cerca de 200 novas vagas e possibilidade de alcançar aproximadamente 800 funcionários até 2028.
A unidade está instalada no Brasil desde 2010 e atualmente produz modelos entre 51 e 100 pés para o mercado nacional e outros países das Américas. O próximo avanço será a fabricação do Grande 30 Metri em Santa Catarina. Segundo a companhia, esse será o primeiro modelo desse porte produzido integralmente por ela fora da Europa.
Mudança no perfil dos clientes
Em 23 de março de 2026, durante uma visita a Itajaí, Giovanna Vitelli, presidente global do Grupo Azimut|Benetti, afirmou que consumidores brasileiros estavam escolhendo embarcações maiores e mais sofisticadas. Parte desses clientes teria começado com modelos menores da marca antes de avançar para categorias superiores.
Na ocasião, Vitelli chamou o momento de “novo capítulo” da operação brasileira. Também foram anunciados Carlo Alberto Sisto como CEO da Azimut Brasil e Roy Capasso como diretor comercial da Azimut Yachts Brasil.
O Brasil é o terceiro principal mercado do grupo, atrás da Europa e dos Estados Unidos, segundo a companhia. No ano náutico 2024/2025, encerrado em agosto de 2025, a operação brasileira registrou receita bruta de R$ 700 milhões.
O período 2025/2026 terminou em 30 de agosto de 2026, e o balanço financeiro deve ser divulgado até outubro. Ainda não há, portanto, o resultado mais recente da subsidiária brasileira.
No mercado internacional, o Grupo Azimut|Benetti encerrou 2024/2025 com receita de € 1,5 bilhão, equivalente a cerca de R$ 9,3 bilhões, e crescimento de 14% sobre a temporada anterior. A carteira de pedidos chegou a € 2,6 bilhões, aproximadamente R$ 16,1 bilhões, com entregas programadas até 2029.
O grupo confirmou pelo 26º ano consecutivo a liderança mundial na fabricação de iates de luxo, conforme o Global Order Book, ranking elaborado pela Boat International. A companhia concentra 23% da produção mundial e tem 5.924 metros lineares de iates em construção, distribuídos em 163 projetos.








