O Berenberg Bank elevou de “manter” para “compra” a recomendação para as ações da Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, e aumentou o preço-alvo dos papéis de US$ 1.220 para US$ 1.400. A revisão veio mesmo depois de uma valorização de 51,12% em 12 meses.
O novo objetivo indica potencial de alta de cerca de 21,4% em relação ao fechamento da sexta-feira, 18, quando a ação terminou cotada a US$ 1.152,93. Após a divulgação da análise, no início da semana, os papéis da empresa avançaram 2,02% no mercado americano.
Mercado de medicamentos para obesidade
A avaliação do Berenberg considera a expansão do mercado de medicamentos GLP-1 para emagrecimento. Além do Mounjaro, a Eli Lilly é dona do Zepbound e, de acordo com o banco, o caixa gerado pelos tratamentos contra a obesidade permite financiar novos medicamentos e ampliar as fontes de crescimento da companhia.
A analista Kerry Holford afirmou que o banco continua confiante na tese e vê espaço para a Lilly superar suas próprias projeções em 2026. Os investimentos no portfólio financiados pelos medicamentos para obesidade também seriam subestimados pelo mercado.
Entre os possíveis catalisadores está o Foundayo, pílula oral para emagrecimento desenvolvida pela Lilly. O medicamento conquistou mais de 30% dos novos pacientes americanos no segmento de tratamentos orais para obesidade desde o lançamento, em abril, apesar de um início comercial considerado lento pelo Berenberg.
A empresa também busca ampliar o acesso aos tratamentos existentes. O programa Medicare Bridge, que oferece medicamentos para perda de peso com copagamento mensal de US$ 50, alcançou cerca de 600 mil pacientes.
Dados da IQVIA apontam participação aproximada de 60,9% da Lilly no mercado de obesidade, contra 38,8% da Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e principal concorrente da companhia.
Projeções para a ação
A Lilly destinou algo próximo de US$ 60 bilhões a mais de 25 operações de desenvolvimento de negócios ao longo de 2026 e ainda teria capacidade financeira para novos investimentos, segundo a avaliação do Berenberg.
Levantamento com 30 analistas de Wall Street mostra consenso de “compra moderada”. São 25 recomendações entre “compra” e “compra forte”, quatro de “manter” e uma de “venda”.
O preço-alvo médio é de US$ 1.304,86, com potencial de alta de 14,57% sobre a cotação de US$ 1.138,96 usada no levantamento. As estimativas variam de US$ 900 a US$ 1.600 por ação. O alvo de US$ 1.400 do Berenberg está acima da média, mas não é o mais alto.
O Citigroup projeta US$ 1.600; Morgan Stanley, US$ 1.419; Cantor Fitzgerald, US$ 1.410; e JP Morgan, US$ 1.400. Entre os riscos estão a avaliação elevada da empresa, a concorrência no mercado de GLP-1 e questões regulatórias e de patentes.








