Um framework de prompt atribuído a Ben Hylak, ex-designer da Apple, e compartilhado por Greg Brockman, presidente da OpenAI, reúne quatro pilares para orientar melhor as respostas do ChatGPT. A estrutura foi pensada para os modelos o1 e o3, mas também pode ser adaptada ao GPT-4.
A primeira recomendação é definir com clareza o objetivo. Em vez de fazer um pedido amplo, o usuário deve explicar exatamente o que deseja descobrir. Uma técnica sugerida é resumir a solicitação como se fosse um tweet de até 280 caracteres, para evitar excesso de informações e manter o foco.
O que informar no prompt
O segundo pilar é especificar o formato da resposta. No exemplo apresentado, o usuário pede uma lista de caminhadas de média ou longa distância em um raio de duas horas de São Francisco, com nome da trilha, endereços dos pontos de partida e chegada, distância em quilômetros, tempo de carro, duração do percurso e diferencial de cada opção. Ao final, solicita os três melhores resultados.
Também é recomendado indicar ao ChatGPT quais informações precisam ser conferidas. O prompt deve pedir que o nome da trilha esteja correto, que o percurso exista e que duração e distância sejam informadas com precisão. A orientação busca reduzir o risco de respostas inventadas pelos modelos de inteligência artificial.
Outro ponto é explicar o que não deve ser presumido. Um influenciador escreveu no X: “Seja extremamente claro a todo o momento, como se você estivesse conversando com uma criança.” A recomendação é deixar explícitos gostos, necessidades e motivos do pedido.
No exemplo, o usuário informa que costuma fazer trilhas com a namorada, já percorreu caminhadas dentro de São Francisco e quer sair da cidade. Também menciona preferência por vistas para o mar, interesse em comer bem e a busca por uma experiência diferente para uma despedida.
A mesma lógica pode ser usada em projetos empresariais e pesquisas, com a inclusão de dados, atas de reunião e outros materiais relevantes. A orientação é selecionar primeiro o que é mais importante e refinar a conversa ao longo do processo.
A engenharia de prompts é apresentada como uma competência profissional. O texto informa que 65% dos executivos só contratam profissionais com letramento em inteligência artificial.
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