O dólar subiu 0,13% nesta sexta-feira (18/9) e terminou cotado a R$ 5,14. O movimento foi considerado próximo da estabilidade. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,37%, aos 185,3 mil pontos.
O cenário nos mercados foi de cautela, influenciado pela alta dos Treasuries, títulos da dívida dos Estados Unidos, e pelo comportamento do petróleo. O Brent para novembro caiu 0,91%, a US$ 103,87, enquanto o WTI para outubro recuou 1,58%, a US$ 100,30. Foi a terceira sessão seguida de queda para as duas referências. Na semana, o Brent acumulou baixa de 0,71%, e o WTI avançou 0,25%. Os dois continuaram acima de US$ 100 por barril.
Mercado internacional
O dólar também avançou 0,36% ante os pesos mexicano e colombiano às 16h30. O índice DXY, que acompanha a moeda americana diante de seis moedas fortes, caiu 0,04%, aos 100,19 pontos.
Na Europa, o Stoxx 600 recuou 1,12%, o DAX caiu 1,60%, o CAC 40 perdeu 1,49% e o FTSE 100 baixou 1,45%. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,18%, o Nasdaq avançou 0,39% e o Dow Jones caiu 0,17%.
Emerson Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa, atribuiu a reação global à decisão do Banco do Japão (BoJ) de elevar os juros a 1,25%. O rendimento dos Treasuries de 10 anos passou de 5%, o que reforçou o dólar e reduziu a atratividade de ativos de risco.
No Brasil, Junior também citou a pesquisa do Datafolha divulgada na véspera, com Lula em 46% e Flávio Bolsonaro em 44% no segundo turno, em empate técnico.
Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da Convexa, afirmou que os juros futuros tiveram leve queda. Para ele, ainda não havia um fator específico claro para explicar o movimento das taxas brasileiras.
Na agenda, o Banco Central divulgará a ata da última reunião do Copom na terça-feira (22/9). Na quinta-feira (24/9), será publicado o Relatório Trimestral de Inflação. Na sexta-feira (25/9), o mercado acompanhará o IPCA-15 de setembro.
João Vitor Saccardo, especialista em renda variável da Convexa, relacionou a baixa do Ibovespa aos juros globais elevados, à incerteza eleitoral e à preocupação fiscal. Petrobras, Vale e bancos pressionaram o índice, com exceção de Banco do Brasil e BTG.








