A DominiPay pretende levar sua infraestrutura de pagamentos a outros países da América Latina a partir do início de 2027. O Paraguai já recebe a solução da startup e foi escolhido como primeiro mercado internacional. A Europa está em uma etapa posterior dos planos, com preparação tecnológica e apoio de um adviser baseado em Barcelona.
A plataforma reúne Pix, pagamentos internacionais e ativos digitais em uma única operação. A proposta é permitir que empresas recebam, paguem, convertam e acompanhem recursos sem precisar lidar com diferentes intermediários. A companhia atende principalmente negócios e profissionais de tecnologia, serviços digitais, saúde, estética, comércio eletrônico, importação e exportação. Escritórios de advocacia, empresas de contabilidade e gestores patrimoniais também estão entre os públicos buscados.
Crescimento com recursos próprios
A startup afirma que não prevê uma nova rodada de investimento neste momento. A expansão deve ser financiada pela própria operação, enquanto a empresa amplia integrações tecnológicas e a capacidade de processar mais transações, inclusive de clientes com operações complexas.
Para Guilherme Campos, COO da DominiPay, a tecnologia deve ficar em segundo plano para o cliente. “A tecnologia precisa simplificar a operação, e não criar uma nova camada de complexidade para o cliente”, afirma.
Leonardo Maximiliano, CEO da empresa, diz que o objetivo não é apenas aumentar a quantidade de contas. “Queremos aumentar o volume processado mantendo suporte próximo e uma operação adequada ao perfil de cada empresa”, declarou.
Meta financeira para 2026
A DominiPay movimentou 3,76 milhões de reais em 2025. No primeiro semestre deste ano, o volume alcançou 21 milhões de reais, equivalente a 5,6 vezes o resultado de todo o exercício anterior.
A meta para o fim de 2026 é chegar a 100 milhões de reais movimentados pela plataforma. Para isso, ainda será necessário processar 79 milhões de reais até dezembro. O valor projetado representa cerca de 26 vezes o total registrado em 2025.
A estratégia usa blockchain e ativos digitais principalmente como infraestrutura para pagamentos internacionais, sem exigir que o cliente conheça a tecnologia empregada nos bastidores. Depois dos 21 milhões de reais movimentados nos primeiros seis meses, a empresa precisará processar quase quatro vezes esse montante no segundo semestre para alcançar a projeção.








