A economia ganhou espaço entre as principais preocupações dos eleitores e passou a disputar o segundo lugar do ranking com a corrupção. Entre agosto e 14 de setembro, a parcela dos entrevistados que apontou o tema como o maior problema do país subiu de 13% para 19%, segundo a Quaest.
A violência permaneceu na liderança, com 31% das menções na pesquisa. O levantamento também registrou 84 milhões de brasileiros endividados, além de recordes de inadimplência e de empresas quebradas.
Diferenças por região e perfil
Quatro das cinco regiões do Brasil tiveram aumento nas menções à economia nas últimas semanas. No Sudeste, o índice subiu de 14% para 22% durante setembro. No Sul, passou de 20% para 22%. No Centro-Oeste, houve queda de 21% para 18%, mas o percentual continuou acima dos 11% registrados no início de agosto.
As mulheres registraram aumento de 16% para 19% nas respostas ao longo de setembro. Entre os homens, o índice passou de 17% para 19%. Na divisão por idade, os entrevistados de 16 a 34 anos foram os que mais apontaram a economia como principal problema: 23%.
Por faixa de renda, as menções subiram de 17% para 20% entre os que recebem de 2 a 5 salários mínimos. No grupo com renda acima de 5 salários mínimos, o percentual passou de 17% para 24%.
Eleitores independentes
A economia foi citada por cerca de 13% dos eleitores de esquerda. Entre os independentes, o índice chegou a 19%, ante 17% no início do mês. Esse grupo representa 31% do eleitorado, de acordo com a Quaest.
Entre eleitores de direita que não se consideram bolsonaristas, as menções subiram de 24% para 27% no mesmo período. Entre os bolsonaristas, o percentual foi de 24%.
O cenário ocorre durante a disputa eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ. A pesquisa indica que a economia passou a ter peso maior na avaliação dos eleitores, em meio ao aumento das preocupações com dívidas e inadimplência.








