São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
El Niño pode atingir força inédita em mais de um século, diz Carlos Nobre
Economia

El Niño pode atingir força inédita em mais de um século, diz Carlos Nobre

Climatologista pede que governos estaduais combatam queimadas ilegais até janeiro para reduzir os impactos sobre a Amazônia.

O climatologista Carlos Nobre alertou que o El Niño que se aproxima pode ser o mais forte em mais de 100 anos. Durante o IV Fórum Latino-Americano de Economia Verde, realizado em São Paulo, ele pediu urgência aos governos estaduais no combate às queimadas ilegais e ao crime organizado.

Nobre afirmou que o fenômeno está perto de alcançar intensidade muito forte e já começou a provocar eventos extremos, como secas na Amazônia e ondas de calor durante o inverno no Sudeste brasileiro. Para o cientista, as ações contra os incêndios devem ocorrer a partir de agora e pelo menos até janeiro, com o objetivo de conter a perda de cobertura vegetal.

Risco de eventos extremos

O alerta coincide com um relatório da Organização Meteorológica Mundial, que prevê intensidade muito forte para o fenômeno nos próximos meses. O organismo também aponta aumento do risco de secas prolongadas e ondas de calor em diversas regiões do planeta.

A probabilidade de o El Niño persistir até fevereiro de 2027 é praticamente de 100%, segundo as previsões da organização.

Copresidente do Painel Científico para a Amazônia e professor da Cátedra de Clima e Sustentabilidade da USP, Nobre disse que, após a redução do desmatamento tradicional com motosserras e tratores, o crime organizado passou a atear fogo à floresta nos últimos anos.

Bioeconomia amazônica

Nobre também antecipou a inauguração da primeira biofábrica de chocolate administrada pelo povo indígena Paiter Suruí, em Rondônia. A iniciativa pretende agregar valor às comunidades que historicamente venderam matéria-prima sem processamento, como a amêndoa de cacau, por preços muito baixos.

A diretora-executiva do WRI Brasil, Mirela Sandrini, afirmou que a atualização de um estudo elevou de 13 para 41 o número de cadeias produtivas identificadas na Amazônia. Atualmente, essas cadeias contribuem com R$ 13 bilhões para o PIB brasileiro e poderiam alcançar R$ 40 bilhões até 2050 com investimentos estratégicos.

O fórum foi realizado em 3 de setembro, com patrocínio da ApexBrasil e do WWF-Brasil e apoio da AYA Earth Partners, do Imaflora e do Observatório do Clima.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5