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Presidência da COP30 aponta inclusão social como principal legado para Antália
Economia

Presidência da COP30 aponta inclusão social como principal legado para Antália

Balanço da conferência em Belém destacou participação popular, presença indígena e compromissos sobre gênero, juventude e direitos territoriais.

A presidência da COP30 afirmou que a inclusão social foi o principal legado da conferência realizada em Belém e deverá orientar a COP31, em Antália, na Turquia. O balanço foi apresentado durante a Semana do Clima de Nova York, último grande encontro internacional antes da próxima conferência climática.

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, e a CEO do evento, Ana Toni, disseram que a participação social foi planejada desde o início. A estratégia fazia parte de três prioridades: fortalecer o multilateralismo sob a UNFCCC, aproximar as negociações climáticas da vida das pessoas e acelerar a execução do Acordo de Paris.

A presidência brasileira passou um ano em diálogo com a sociedade civil nacional, com a atuação de 30 enviados especiais encarregados de ouvir diferentes setores. A estrutura de participação também incluiu quatro círculos de governança, conselhos temáticos e os cargos de campeões de juventude e de campeão climático, ocupado por Dan Ioschpe.

Durante a COP30, cerca de 43 mil pessoas foram credenciadas na Blue Zone, com 40% de mulheres. A Green Zone recebeu 300 mil visitantes, enquanto uma marcha reuniu 70 mil pessoas em Belém. O encontro teve ainda a maior presença indígena já registrada em uma COP e mobilizou 4 mil jovens.

Compromissos e próximos passos

Entre os resultados citados estão a aprovação do Plano de Ação de Gênero de Belém, o mecanismo de transição justa e o reconhecimento de terras indígenas como ação climática. A medida inclui direitos de posse de terra, acesso direto a financiamento e integração do conhecimento indígena. A conferência também fez a primeira menção a povos afrodescendentes em um texto oficial de uma COP.

A presidência ainda apresentou um pacto sobre cultivo, conservação e combate ao desmatamento, elaborado fora das negociações formais. Ana Toni afirmou que a inclusão precisa ser considerada desde o primeiro dia e resumiu: “Realmente é a área social de inclusão que marcou essa COP”.

Levantamento do PNUD divulgado em janeiro mostrou que 96% das novas NDCs apresentadas à ONU incorporam critérios de igualdade de gênero e inclusão social. O estudo apontou também que 72% reconhecem a participação plena das mulheres e 67% a de jovens e crianças nas decisões climáticas.

Uma pesquisa com mais de 4 mil pessoas cadastradas na base da UNFCCC indicou que o avanço da participação de indígenas, jovens e da sociedade civil foi o marco mais citado da COP30. Corrêa do Lago afirmou que apresentará, uma semana antes da COP31, os “mapas do caminho” sobre desmatamento, combustíveis fósseis e financiamento climático.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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