O eleitor pode publicar nas redes sociais a própria opinião ou escolha política no dia da votação, mas não pode divulgar novos conteúdos de propaganda eleitoral. A orientação é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que também proíbe fotografar ou filmar a urna eletrônica.
A diferença está no objetivo da mensagem. Dizer “votei em X” pode ser uma manifestação individual sobre o voto. Já publicar “vote em X” busca influenciar outros eleitores e pode caracterizar propaganda eleitoral, que não pode ser criada ou divulgada no dia da eleição.
Registro do voto é proibido
O eleitor não pode levar para a cabine celular, máquina fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento capaz de registrar, transmitir ou divulgar a escolha. Antes de votar, os aparelhos devem ser desligados e deixados no local indicado pela mesa receptora.
A regra busca preservar o sigilo do voto. Por isso, uma publicação feita fora da cabine sobre a preferência política é diferente de uma imagem da tela da urna ou de qualquer registro feito durante a votação.
Impacto para empresas
Para empresários e executivos, existe ainda o risco de uma manifestação pessoal ser associada à empresa que representam. Uma publicação em conta particular pode não ser um posicionamento institucional, mas ainda pode ser interpretada pelo público como reflexo da organização.
Rogério Passos, CEO da Link3 Marketing Digital, afirma que a separação entre o executivo e a empresa ficou menos clara nas redes sociais. “Hoje não existe mais uma separação clara entre o executivo e a empresa nas redes sociais.”
Segundo Passos, opiniões, compartilhamentos e endossos de líderes acabam relacionados à marca. Em períodos eleitorais, manifestações políticas podem alcançar públicos diferentes dos seguidores que compartilham a mesma visão.
“As empresas ainda acreditam que conseguem se posicionar de forma improvisada diante de temas polêmicos. Isso é extremamente perigoso.” Para o especialista, as organizações devem definir limites entre manifestações pessoais e posicionamentos institucionais e planejar a comunicação sobre assuntos sensíveis.








