A urna eletrônica pode continuar funcionando mesmo se houver interrupção no fornecimento de energia durante a votação. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o equipamento tem bateria própria com autonomia de até 12 horas.
Nas eleições de 2026, a votação está prevista para ocorrer das 8h às 17h. Por isso, a capacidade da bateria é superior ao período de funcionamento das seções eleitorais.
A Justiça Eleitoral também mantém procedimentos para situações em que a urna apresente algum defeito. Entre as medidas previstas estão reiniciar o equipamento, reposicionar a mídia de votação, substituir a urna por outra preparada para contingência ou trocar a própria mídia, conforme o tipo de falha.
O que acontece com os votos registrados
A substituição do equipamento é feita para preservar os dados da votação. A mídia da urna com problema pode ser transferida para uma urna de contingência, permitindo a retomada do processo a partir do ponto em que ele foi interrompido.
Se o defeito estiver no cartão de memória, a Justiça Eleitoral pode usar uma mídia de contingência. O dispositivo com problema é retirado, lacrado e encaminhado para análise, enquanto a votação continua com o novo cartão.
Quando o papel pode ser usado
A votação em cédulas de papel é prevista somente quando as alternativas de contingência não resolvem a falha. Nesse caso, o eleitor recebe uma cédula com os cargos em disputa e preenche os números correspondentes aos candidatos.
O procedimento pode ser total ou misto. A votação é considerada mista quando parte dos votos já foi registrada eletronicamente e os demais precisam ser feitos em papel.
De acordo com o TSE, os dados armazenados na urna que apresentou problema podem ser recuperados pela junta eleitoral e contabilizados junto aos votos registrados nas cédulas. Assim, a falta de energia ou a troca do equipamento não significa, por si só, perda dos votos já registrados.









