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Empresas brasileiras ainda têm falhas para reagir a ataques contra sistemas de IA
Economia

Empresas brasileiras ainda têm falhas para reagir a ataques contra sistemas de IA

Pesquisa da Cohesity aponta que 45% das empresas brasileiras têm planos abrangentes de recuperação para ataques direcionados à IA.

Apenas 45% das empresas brasileiras têm planos abrangentes de recuperação para ataques direcionados a sistemas e aplicações de inteligência artificial (IA). No cenário global, o índice é de 39%, embora 99% das organizações já utilizem algum sistema de IA.

Os dados fazem parte do relatório anual de resiliência cibernética da Cohesity, realizado em julho de 2026 pela empresa de pesquisa Vanson Bourne. O estudo ouviu 3.200 líderes de tecnologia da informação e segurança em 11 países.

No Brasil, 64% das empresas disseram ter identificado lacunas significativas ou moderadas na cobertura de modelos, pipelines e ferramentas de IA depois de um ataque cibernético com impacto material nos últimos 12 meses. No mundo, o percentual foi de 63%.

Inventário e integridade dos modelos

A pesquisa também mostra que 51% das empresas brasileiras não mantêm um inventário centralizado das IAs usadas internamente. Além disso, 46% não têm plena confiança de que conseguem verificar a integridade dos modelos após um ataque.

A preparação para conter ações incorretas ou não intencionais de agentes de IA e copilotos também é limitada. No Brasil, 51% das empresas não se consideram bem preparadas para esse tipo de situação. Globalmente, o índice chega a 56%.

A necessidade de revisar os planos de resposta é reconhecida por 99% dos líderes brasileiros e por 97% dos líderes globais quando o assunto são ameaças relacionadas à IA avançada.

“Os dados apontam para um problema que não pode ser adiado. É algo que precisa ser enfrentado agora”, disse Gustavo Leite, vice-presidente da Cohesity para a América Latina. Segundo ele, os planos devem incluir sistemas, modelos e agentes de IA, além da infraestrutura tradicional, e ser testados em condições realistas.

O relatório recomenda mapear dependências, principalmente na gestão de identidades e acessos, e avaliar a capacidade de resiliência por meio de uma estrutura organizada. A Cohesity cita como referência seu modelo de “5 Passos para a Ciber-resiliência”.

A empresa também relaciona os resultados a um incidente de julho de 2026 envolvendo a Hugging Face e a OpenAI. De acordo com a Cohesity, o caso mostrou diferenças entre a atuação de invasores autônomos e a de atacantes humanos.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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