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Como pequenas empresas podem evitar falhas ao adotar inteligência artificial
Economia

Como pequenas empresas podem evitar falhas ao adotar inteligência artificial

Pesquisa mostra que produtividade, redução de custos e atendimento estão entre os ganhos esperados, mas empresas ainda enfrentam desafios na implementação.

A adoção de inteligência artificial já faz parte da rotina de pequenas e médias empresas no Brasil. Pesquisa da Serasa Experian mostra que 36% das empresas apontam o ganho de produtividade, a redução de custos e a melhoria no atendimento ao cliente como as principais vantagens da tecnologia.

Apesar do interesse, o uso prático ainda enfrenta obstáculos. O principal é a falta de conhecimento sobre as soluções e suas aplicações. Também aparecem a ausência de profissionais capacitados, a preocupação com a segurança dos dados e o custo financeiro.

Para Tatiana Oliveira, conselheira e mentora de estratégia e governança em IA, o maior desafio não é mais ter acesso à tecnologia, mas saber incorporá-la à operação. “A grande dificuldade está nos passos seguintes dessa história”, afirma.

Cinco erros frequentes

O primeiro erro é escolher uma ferramenta antes de identificar o problema que precisa ser resolvido. A recomendação é mapear o gargalo operacional, avaliar os riscos e só depois selecionar a solução. Em alguns casos, o desafio pode ser gerencial e não exigir inteligência artificial.

Outro problema é confundir a produtividade individual com o desempenho da empresa. A economia de tempo e a redução de tarefas repetitivas não significam, por si só, melhora nos indicadores, aumento do lucro ou geração de novas receitas. O resultado deve ser medido nos processos em que a IA foi aplicada.

Também é necessário revisar processos complexos ou ineficientes antes de automatizá-los. Caso contrário, a tecnologia pode ampliar erros e gerar desperdício de recursos.

O uso de ferramentas públicas sem controle corporativo é outro risco. Contratos, dados pessoais, informações de clientes e dados financeiros podem ser inseridos sem que os usuários percebam as consequências. Entre as medidas recomendadas estão uma política clara de dados, licenças corporativas e regras rígidas para o tratamento dessas informações.

Por fim, a IA generativa precisa ser validada. A revisão humana e o uso de fontes confiáveis ajudam a evitar a disseminação de dados incorretos e decisões baseadas em informações imprecisas.

Capacitação e governança

A correção desses problemas depende da capacitação das equipes e de uma mudança cultural dentro das empresas. Tatiana Oliveira também destaca que a qualidade dos dados usados para alimentar os sistemas influencia diretamente os resultados. Bases inadequadas podem acelerar a produção de problemas.

A especialista afirma ainda que nenhum processo ou agente de IA deve operar sem supervisão humana. A decisão final não deve ser transferida integralmente ao algoritmo. Cabe a uma pessoa fazer a curadoria, validar as informações e prestar contas, especialmente quando houver risco de descumprimento da LGPD ou vazamento de dados confidenciais.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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