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Pesquisa eleitoral impulsiona percepção sobre ativos brasileiros no exterior
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado | Paulo Pinto/Agência Brasil
Economia

Pesquisa eleitoral impulsiona percepção sobre ativos brasileiros no exterior

EWZ avançou 1,78% após levantamento apontar Flávio Bolsonaro com 46% e Lula com 45% em simulação de segundo turno.

A pesquisa BTG Pactual/Nexus alterou a percepção dos investidores sobre a disputa presidencial e ajudou a impulsionar o EWZ, ETF negociado em Nova York e composto por ações brasileiras. O fundo subiu 1,78% após o levantamento mostrar Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno.

Divulgada nesta terça-feira, 08, a pesquisa indicou 46% para Flávio e 45% para Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o resultado é considerado empate técnico. Foi a primeira vez que Flávio apareceu à frente de Lula nessa série de simulações.

Para Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, o movimento do EWZ reúne a recuperação da Bolsa brasileira, a valorização do real e o desempenho das commodities. O fundo concentra 35,75% dos investimentos no setor financeiro, 15,68% em energia e 13,61% em materiais, conforme dados da BlackRock.

A composição faz com que o ETF seja sensível à avaliação de investidores estrangeiros sobre o Brasil. Para quem investe em dólar, uma melhora na percepção sobre o país pode favorecer ao mesmo tempo as ações brasileiras e o real. “No EWZ isso fica ainda mais evidente porque o investidor americano ganha em duas frentes quando o cenário brasileiro melhora”, afirmou Murad.

O efeito também apareceu no início de setembro. No dia 2, depois de uma pesquisa Quaest apontar empate técnico entre Lula e Flávio em uma eventual disputa de segundo turno, o EWZ avançou 4,16%. No mesmo pregão, o ETF de mercados emergentes EEM subiu 0,57%, enquanto o Ibovespa ganhou 3,05%, aos 185.205 pontos.

A avaliação de Murad é que uma eleição mais competitiva pode influenciar as expectativas sobre a condução econômica, a disciplina fiscal e o risco associado aos ativos brasileiros. Com uma percepção de risco menor, ações, câmbio e juros podem ser afetados simultaneamente.

O consultor, porém, diz que ainda não é possível afirmar que houve uma mudança estrutural na visão do capital estrangeiro sobre o Brasil. Agosto terminou com saída relevante de recursos externos da Bolsa, apesar da melhora do fluxo na reta final. Para ele, o movimento atual representa principalmente uma reprecificação rápida das expectativas.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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