As maiores posições em opções de compra do EWZ vencem em 20 de novembro, quase um mês depois do eventual segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Os contratos têm preços de exercício de 43 e 45 dólares e, juntos, somam cerca de 1,37 milhão de unidades.
O movimento levou o estoque de calls do principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York ao recorde de 5,2 milhões de contratos em aberto na sexta-feira. Com o EWZ ao redor de 38 dólares, os preços de exercício estão entre aproximadamente 14% e 19% acima da cotação atual.
A expansão ocorreu nas últimas duas semanas, período em que pesquisas eleitorais mostraram Flávio Bolsonaro se aproximando de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 24 de agosto, um levantamento BTG/Nexus apontou Lula com 46% e Flávio com 45% em um eventual segundo turno. Naquele momento, havia cerca de 2,8 milhões de calls em aberto. Desde então, o estoque cresceu aproximadamente 86%.
A movimentação passou a ser associada pelos operadores à disputa presidencial e a uma possível valorização dos ativos brasileiros caso Flávio vença a eleição. O Ibovespa também reagiu a pesquisas que indicaram redução da vantagem de Lula.
As opções de venda, conhecidas como puts e relacionadas à proteção ou a apostas de queda, ficaram próximas de 1,5 milhão de contratos. Enquanto as calls quase dobraram desde o fim de agosto, a relação entre puts e calls recuou para perto de 0,3.
O volume recorde não indica, necessariamente, que todos os 5,2 milhões de contratos sejam apostas diretas em uma vitória de Flávio Bolsonaro. As opções também podem ser usadas para proteção e em estratégias combinadas. A concentração dos vencimentos após a eleição, porém, ampliou a visibilidade do chamado Trade Flávio no mercado de Wall Street.








