A operação com opções ligada ao chamado “Trade Flávio” ganhou valor no pré-mercado desta segunda-feira, após o resultado do primeiro turno. O EWZ, ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, avançou 12,28% e alcançou US$ 42,90, próximo do primeiro preço de exercício da estrutura.
A posição envolve cerca de 500 mil opções de compra do EWZ com strike de US$ 43 e a venda de praticamente a mesma quantidade de calls com exercício em US$ 45. Os contratos vencem em 20 de novembro. A montagem custou cerca de R$ 64 milhões e pode gerar retorno próximo de R$ 500 milhões se o fundo estiver acima do segundo strike na data final.
Como funciona a estrutura
A chegada do EWZ a US$ 43 não é necessária nesta segunda-feira para que a operação tenha resultado. Ainda faltam 46 dias para o vencimento, período que inclui o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Depois da eleição, restarão 26 dias até o encerramento dos contratos.
A opção comprada começa a ter valor intrínseco a partir de US$ 43 no vencimento. O ganho aumenta conforme o ETF se aproxima de US$ 45. Acima desse nível, a opção vendida limita o avanço e a estrutura alcança seu retorno máximo.
O EWZ havia terminado a sexta-feira em torno de US$ 38. O movimento após o desempenho eleitoral de Flávio Bolsonaro também apareceu no real e em outros ativos brasileiros negociados no exterior.
Dados anteriores à abertura do mercado mostravam cerca de 818 mil calls em aberto no strike de US$ 43 e 670 mil no de US$ 45, ambas com vencimento em 20 de novembro. Esses números não identificam os investidores, mas mantêm os dois preços entre as maiores concentrações de contratos do EWZ.
Para alcançar todo o potencial previsto na montagem, o ETF ainda precisa chegar a US$ 45 ou mais até 20 de novembro.








