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Governo diz que receitas do Orçamento compensam isenção do IR
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Economia

Governo diz que receitas do Orçamento compensam isenção do IR

Equipe econômica afirma que a menor arrecadação com dividendos não compromete a compensação da isenção ampliada do Imposto de Renda.

O governo federal afirmou nesta quinta-feira (24) que a redução na previsão de arrecadação sobre lucros e dividendos não compromete a compensação pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. A renúncia fiscal será financiada por outras receitas do Orçamento, segundo integrantes da equipe econômica.

A ampliação da faixa de isenção terá custo de R$ 28,04 bilhões em 2026. Quando a proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional, a expectativa era que a tributação dos dividendos cobrisse integralmente esse valor.

Nova projeção para dividendos

O Ministério da Fazenda estima agora arrecadar R$ 10,5 bilhões com o imposto sobre ganhos de lucros e dividendos. No início do ano, a previsão era de R$ 29 bilhões.

Mesmo com a revisão, a projeção geral de arrecadação do Imposto de Renda subiu para R$ 940,4 bilhões. O valor supera a estimativa de aproximadamente R$ 924 bilhões prevista no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2026.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, disse que a compensação continua funcionando e que a estratégia mantém a neutralidade e a progressividade tributária ao longo do tempo.

Durante a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre, o secretário-executivo da Fazenda, Ceron, atribuiu a frustração nas receitas de dividendos a decisões judiciais. Ele afirmou que a tributação deve entrar em “voo de cruzeiro” em 2027, quando a arrecadação chegaria ao patamar inicialmente projetado.

Ceron também negou que tenha havido falha no planejamento. As decisões judiciais, segundo ele, não estavam previstas quando as estimativas foram elaboradas.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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