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IEA diz que países-membros liberaram 325 milhões de barris de reservas
Foto: Comstock Images/Getty Images/VEJA
Economia

IEA diz que países-membros liberaram 325 milhões de barris de reservas

Volume corresponde a mais de 80% do compromisso anunciado em março; G7 aprovou mais 100 milhões de barris na sexta-feira, 2.

A Agência Internacional de Energia (IEA) informou neste sábado, 3, que seus países-membros já disponibilizaram 325 milhões de barris de petróleo e derivados retirados de reservas estratégicas. O volume representa pouco mais de 80% dos 400 milhões de barris anunciados em março para ampliar a oferta e tentar conter a alta dos combustíveis durante os impactos da guerra com o Irã no mercado energético.

Na sexta-feira, 2, os integrantes do G7 aprovaram a liberação de outros 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel. A decisão veio após uma reunião de emergência e será coordenada com a participação da IEA. Ainda não foi esclarecido se essa nova quantidade fará parte do compromisso definido em março ou se será acrescentada a ele.

Como 325 milhões de barris já foram disponibilizados, faltariam 75 milhões para completar a meta original. Caso os 100 milhões anunciados pelo G7 sejam uma contribuição adicional, o total chegará a 500 milhões de barris.

As reservas estratégicas são mantidas pelos governos para assegurar o abastecimento em situações excepcionais que afetem o fornecimento de energia. A liberação ocorre em meio a dificuldades no comércio internacional de petróleo e derivados, agravadas pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã e entre Rússia e Ucrânia.

No Reino Unido, o litro do diesel alcançou duas libras na sexta-feira, 2, cerca de 14 reais. O combustível também é usado no transporte de cargas e na produção agrícola, o que pode aumentar os custos de produção e distribuição e pressionar os preços de produtos e serviços.

Operação do G7

O G7 reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O grupo informou que a retirada dos estoques começará imediatamente. Segundo o gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, a maior parte dos volumes deve ser liberada nos primeiros 20 dias, e a operação terá duração de quatro meses. Não foi apresentada a divisão dos barris por país ou tipo de combustível.

A decisão foi antecedida por cobranças de Donald Trump aos aliados europeus. O presidente americano defendia o uso das reservas emergenciais e havia ameaçado reduzir as exportações dos Estados Unidos caso os parceiros não ampliassem sua participação. A União Europeia reagiu ao risco de restrições e alertou para possíveis prejuízos ao mercado internacional.

Na declaração conjunta divulgada na sexta-feira, o G7 disse que manterá o comércio de produtos energéticos e petrolíferos entre países parceiros sem a criação de barreiras. Trump comemorou o acordo em uma rede social e afirmou que a Europa liberaria uma quantidade expressiva de diesel de seus estoques.

A operação ocorre antes das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro, em um momento de tentativa do presidente americano de conter a alta dos combustíveis.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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