O governo do Japão afirmou nesta quinta-feira (17) que continuará trabalhando para manter movimentos ordenados do iene, após nova queda da moeda. A estratégia inclui comunicação estreita com os Estados Unidos, segundo o secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara.
A pressão sobre o iene aumentou depois que o Federal Reserve elevou os juros na quarta-feira (16), provocando uma alta generalizada do dólar. No pregão asiático desta quinta-feira, a moeda japonesa recuou para cerca de 155,50, ante a máxima de sete meses de 152,89 registrada neste mês.
Kihara disse que o governo manterá o diálogo com o Departamento do Tesouro dos EUA e buscará preservar a organização do mercado cambial. “Nossa postura não mudou absolutamente nada desde que o Japão e os EUA realizaram uma intervenção conjunta no final de julho”, afirmou.
Intervenção conjunta
Japão e Estados Unidos fizeram uma intervenção conjunta de compra de ienes em 31 de julho e disseram que poderiam adotar novas medidas, se necessário, para sustentar a moeda. A operação afastou o iene da mínima de 40 anos, próxima a 164, alcançada em julho.
A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou que o Japão demonstrou determinação para lidar com a volatilidade excessiva da moeda ao realizar a intervenção. Ela também disse esperar que o Banco do Japão coordene suas ações com o governo e conduza uma política monetária adequada para atingir a meta de inflação de 2%.
Kihara e Katayama foram reconduzidos aos cargos em uma reforma ministerial anunciada nesta quinta-feira (17).
O Banco do Japão deve elevar os juros para 1,25% na sexta-feira (18), alcançando o maior nível em 31 anos. Analistas avaliam, porém, que a medida dificilmente sustentará o iene se o presidente do banco, Kazuo Ueda, não transmitir uma mensagem hawkish sobre o ritmo dos próximos aumentos de juros.








