As taxas de juros elevadas são apontadas como a principal barreira ao crescimento por 59% dos empresários de pequenas e médias empresas. Na sondagem anterior, esse percentual era de 49%, segundo a Omie.
O faturamento real das PMEs brasileiras avançou 1% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, conforme o Índice Omie de Desempenho Econômico (IODE-PMEs). O resultado ocorre mesmo com os primeiros cortes na Selic e ainda não representa alívio para os negócios.
A variação foi desigual entre os setores. As empresas de serviços tiveram alta de 0,2% em um ano, praticamente estabilidade. Já as PMEs de infraestrutura registraram queda de 2,2%. A indústria cresceu 0,8%, e o comércio, 1,3%.
No acumulado de 2026, o crescimento real das PMEs chega a 2,9%, mas em ritmo menor que o registrado entre 2022 e 2024. O endividamento e a queda da confiança também aparecem entre os fatores que pressionam as empresas.
A pesquisa indica ainda que 54% dos empresários esperam impacto negativo do ambiente econômico sobre seus negócios no curto prazo. O levantamento mostra a defasagem entre mudanças na política monetária e seus efeitos no caixa das empresas: a Selic pode começar a cair antes de o aperto deixar de ser sentido.








