Um estudo da Visa aponta que 77% dos brasileiros confiam mais em moedas digitais oferecidas por instituições financeiras tradicionais do que nas disponibilizadas por plataformas nativas de criptomoedas.
A pesquisa ouviu mais de mil adultos no Brasil e integrou o estudo global Money Travels 2026. O levantamento também mediu o conhecimento sobre stablecoins: 51% dos brasileiros disseram conhecer esse tipo de ativo, ante 50% dos peruanos e 45% dos mexicanos. Na América do Norte, o índice foi de 41%.
A proteção contra golpes, fraudes e ciberataques aparece entre as principais preocupações dos consumidores ao avaliar soluções com criptoativos. Na América Latina, 80% dos peruanos e 76% dos mexicanos afirmaram confiar mais em serviços de criptomoedas oferecidos por instituições financeiras estabelecidas.
Segurança influencia adoção
No Brasil, a intenção de usar stablecoins em pagamentos internacionais chega a 74% quando as soluções oferecem maior proteção contra fraudes e perdas financeiras. Para os pesquisadores da Visa, o resultado indica que os obstáculos à adoção estão mais relacionados à confiança no ecossistema do que ao conhecimento sobre a tecnologia.
A pesquisa também mostra que 49% dos brasileiros aceitariam mais etapas de verificação ou um processamento mais lento das transações se essas medidas reduzissem a possibilidade de golpes e transferências não autorizadas. O percentual foi de 51% entre os peruanos e de 41% entre os mexicanos.
Cesar Espinoza, head de Visa Direct para a América Latina e o Caribe, afirmou que a combinação de segurança, previsibilidade, rapidez e conveniência pode ampliar a confiança em transferências internacionais. Os pesquisadores destacaram ainda a importância de transparência e de mecanismos confiáveis para resolver disputas.








