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Juros longos seriam os primeiros a subir com avanço fiscal após eleição
Economia

Juros longos seriam os primeiros a subir com avanço fiscal após eleição

Diogo Guillen, do Itaú, prevê compressão de ao menos 100 pontos-base caso o Brasil apresente um plano fiscal crível.

Os juros longos seriam o primeiro ativo a se valorizar caso o Brasil recupere a credibilidade fiscal depois das eleições, segundo Diogo Guillen, economista-chefe do Itaú. A avaliação foi feita durante um painel da B3 Week, mediado por Chris Egan, CEO da B3, com participação de Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco.

Questionado sobre qual ativo reagiria primeiro à apresentação de um plano fiscal crível, Guillen respondeu: “Começo pelos juros longos”. Ele afirmou que o Brasil está em um nível de juros reais nunca visto antes e estimou espaço para uma compressão de pelo menos 100 pontos-base no período pós-eleição.

A possível valorização está ligada à marcação a mercado. Quando as taxas de juros de um título público caem, o preço do papel aumenta. Com isso, quem havia contratado o título a uma taxa mais alta pode obter ganho de capital.

Os papéis de prazo mais longo tendem a responder mais às mudanças nas taxas. Atualmente, títulos públicos atrelados à inflação oferecem juros reais elevados em termos históricos, o que amplia o potencial de valorização em um cenário de queda dos juros.

Crédito privado ficaria atrás

Guillen e Honorato apontaram o crédito privado como o ativo com pior desempenho nesse movimento. A justificativa é que os spreads já estão muito apertados, deixando pouco espaço para nova compressão. “O crédito deve ser o pior desempenho nesse movimento”, disse Honorato.

Honorato também afirmou que a bolsa não deve ser descartada. Ele citou que o Brasil cresceu 2,2% ao ano nos últimos 46 anos, enquanto a economia global avançou 3,3% ao ano, uma diferença superior a um ponto percentual por ano.

Sem um plano fiscal crível depois das eleições, a previsão de queda dos juros não se confirmaria, e o juro real permaneceria elevado por mais tempo. Para Honorato, com a resolução da questão fiscal, a economia brasileira poderia crescer entre 2% e 3%.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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