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Estratégia combina liquidez e ativos seletivos diante dos juros altos nos EUA
Foto: Nicolas Economou/NurPhoto/Getty Images
Economia

Estratégia combina liquidez e ativos seletivos diante dos juros altos nos EUA

A Global X recomenda títulos de curto prazo e exposição seletiva a ativos de maior retorno, com cautela no crédito de maior risco.

A manutenção dos juros americanos em níveis elevados levou a Global X a defender uma estratégia de carteira dividida entre liquidez e exposição seletiva a ativos de maior retorno. A proposta, conhecida como “barbell” ou “halter”, busca atravessar um período de incerteza sem concentrar riscos.

De um lado, ficam títulos com vencimentos mais curtos, que tendem a sofrer menos com mudanças nas taxas e mantêm o dinheiro disponível por menos tempo. Do outro, entram ativos com potencial de retorno maior, mas escolhidos de forma seletiva.

A próxima decisão de política monetária do Federal Reserve está marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Na reunião anterior, em julho, os juros foram mantidos entre 3,50% e 3,75%. A trajetória do petróleo também pesa sobre o cenário, com as tensões no Estreito de Ormuz pressionando as cotações e alimentando preocupações sobre a inflação global.

No Brasil, a Selic está em 14%. Para Flávio Vegas, da Global X, a combinação entre liquidez e exposição a prazos mais longos pode ser adequada sem assumir riscos de crédito desnecessários. “faz sentido combinar liquidez na parte curta da curva com exposição seletiva à duration”, afirma.

Produtos negociados na B3

A estratégia também envolve maior seletividade no crédito corporativo. Com os spreads mais apertados, a gestora reduziu a exposição recomendada a segmentos de maior risco e passou a favorecer ativos de grau de investimento, evitando concentração em high yield.

Na B3, investidores brasileiros podem acessar parte desse posicionamento por meio de BDRs de ETFs. O TBIL39 replica o ETF CLIP, da Global X, formado por títulos do Tesouro americano com vencimentos entre um e três meses. Em 30 de junho de 2026, o produto tinha 30-day SEC yield de 3,56%.

O BPFR39 replica o ETF PFFD e oferece exposição a preferred securities americanas, ativos com características entre instrumentos tradicionais de dívida e ações. O produto apresentava yield to worst de 5,29%, indicador que estima o menor rendimento potencial considerando hipóteses previstas em sua estrutura.

A avaliação da gestora é que, com os spreads de crédito comprimidos, o retorno adicional de empresas mais arriscadas pode não compensar o risco de perdas em um cenário econômico adverso. A estratégia prioriza, portanto, a combinação entre liquidez, duration e qualidade de crédito, em vez da busca isolada pelo maior retorno.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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