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Kohler fecha unidade em Andradas após redirecionar negócios para o segmento premium
Economia

Kohler fecha unidade em Andradas após redirecionar negócios para o segmento premium

Fábrica mineira deixou de operar em 31 de agosto, após mudanças na estratégia global e na produção voltada ao mercado americano.

A Kohler encerrou as atividades de sua fábrica de louças sanitárias em Andradas, no Sul de Minas, em 31 de agosto. A unidade empregava mais de 400 pessoas e também produzia para outros países. Com o fechamento, a marca Fiori deixou de existir.

A decisão ocorreu em meio à mudança de foco da companhia, que passou a concentrar investimentos em produtos de maior valor agregado, além das áreas de bem-estar e hospitalidade. Em nota, a Kohler afirmou que a medida segue uma revisão do portfólio e busca alinhar a operação brasileira à estratégia global, “direcionando investimentos para áreas com maior potencial de crescimento e diferenciação, especificamente o mercado de luxo”.

A unidade mineira fabricava louças sanitárias padrão, segmento marcado pela disputa de preços no Brasil. Parte da produção era exportada para os Estados Unidos, mas a planta perdeu espaço com a expansão da produção no México e na Ásia para abastecer o mercado americano. As tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras também encareceram essa rota.

Da Fiori à Kohler

A Fiori foi criada em Andradas em 1978 para produzir louças artísticas. Em 2000, passou a fabricar louças sanitárias. A Kohler comprou a empresa em 2014 e informou que dobrou a capacidade instalada da planta, que recebeu mais de R$ 200 milhões em investimentos.

Antes da pandemia, a fábrica chegou a empregar cerca de mil pessoas. Após duas semanas de férias coletivas, os funcionários foram comunicados de que não voltariam à linha de produção.

A Kohler foi fundada em 1873, nos Estados Unidos, e mantém quatro gerações da família no comando. A empresa tem mais de 30 mil funcionários e atua em segmentos que incluem produtos para cozinha e banho, resorts, golfe e hotelaria.

Em maio de 2024, a companhia concluiu a venda do controle da divisão de energia para o fundo Platinum Equity. O negócio, que reunia geradores e motores, foi rebatizado de Rehlko. A família Kohler permaneceu como sócia minoritária, e o valor da transação não foi divulgado.

A empresa também comprou a Kast, de cubas e pias de concreto, e a alemã Klafs, fabricante de saunas e banhos a vapor premium. As duas passaram a integrar a divisão de marcas de luxo, ao lado de Ann Sacks, Kallista e Robern.

A operação de varejo da Kohler no Brasil continua funcionando, com 33 lojas Kohler Signature. A expectativa informada pela empresa é chegar perto de 40 até o fim do ano.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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