O ministro dos Negócios do Reino Unido, Jonathan Reynolds, afirmou que se reunirá nesta semana com o CEO da Jaguar Land Rover (JLR) para discutir a previsão de corte de 4 mil empregos na montadora. A empresa é a maior do setor no país.
Em declaração no domingo (6), Reynolds disse que gostaria de reduzir as perdas, mas avaliou que o ambiente de negócios para as fabricantes de veículos é desafiador no Reino Unido e em toda a Europa. “Se o objetivo é garantir, ao longo do tempo, que a força de trabalho seja adequada para tornar a empresa o mais competitiva possível, essa é a conversa que precisamos ter”, afirmou.
A JLR emprega cerca de 30 mil pessoas na Grã-Bretanha e tem sua maior fábrica em Solihull, em West Midlands. A montadora pertence à indiana Tata Motors e informou que precisa economizar 1,7 bilhão de libras nos próximos dois anos. Para isso, abrirá um programa de demissão voluntária.
“Precisamos nos adaptar às condições em constante evolução do mercado global”, disse um porta-voz da empresa.
Pressões sobre as vendas
A montadora foi afetada pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O país é um mercado importante para os modelos de luxo Range Rover e Defender. A empresa também enfrenta a concorrência de veículos chineses, como o Jaecoo 7, terceiro colocado entre os carros mais vendidos na Grã-Bretanha.
Os cortes representariam um revés para o primeiro-ministro Andy Burnham, que assumiu o cargo há seis semanas e afirmou repetidamente que pretende reindustrializar a Grã-Bretanha. A previsão é que os 4 mil postos sejam eliminados ao longo de dois anos, por meio do programa de demissões.
No início de setembro, o conselho de supervisão da alemã Volkswagen aprovou um plano de transformação com o corte de 50 mil empregos, em uma tentativa de enfrentar as tarifas e a concorrência chinesa.








