A farinha de dolomita não é uma farinha alimentar comum, mas um pó mineral vendido como suplemento. O produto fornece principalmente cálcio e magnésio, nutrientes ligados a funções como a saúde óssea e a recuperação de dores e fadiga muscular.
Apesar dessa proposta, não há estudos clínicos robustos que comprovem a eficácia da dolomita como fonte desses minerais. Também não existe certeza sobre uma dosagem segura para evitar toxicidade em caso de uso contínuo.
Risco de contaminação
A principal preocupação está na possibilidade de impurezas. Além de cálcio e magnésio, o pó pode conter metais pesados, como chumbo e mercúrio, em níveis capazes de causar danos ao corpo.
Nos Estados Unidos, a FDA emitiu, nos anos 1980, um alerta sobre a farinha de dolomita e os riscos de contaminação por substâncias tóxicas. O órgão recomendou que o uso do produto fosse limitado.
Embora as tecnologias para reduzir impurezas tenham avançado, existem outras opções de suplementos que fornecem cálcio e magnésio sem a mesma preocupação relacionada à dolomita.
Quem deve evitar
A farinha de dolomita é contraindicada para gestantes, lactantes e crianças. Especialistas também a consideram “possivelmente insegura” para adultos saudáveis, devido às dúvidas sobre os benefícios e ao risco de contaminação por metais pesados.
Para obter cálcio e magnésio, a recomendação é priorizar a alimentação. Quando a dieta não for suficiente, há outros suplementos com mais evidências e menos riscos associados.
Atualmente, a principal indicação da dolomita é o uso externo, em máscaras faciais voltadas para oleosidade e manchas na pele.







