A participação das mulheres nas operações com criptomoedas aumentou no Brasil nos últimos anos, mas elas ainda movimentam uma parcela menor do dinheiro negociado. Dados da Receita Federal divulgados em 2026, com base nas operações realizadas em 2025, mostram que as mulheres responderam por 30% das transações feitas por pessoas físicas.
Em agosto de 2019, essa participação era de 11,34%. Em seis anos, o avanço foi de aproximadamente 164% no número de operações realizadas por mulheres.
Participação financeira
Apesar do crescimento nas transações, as mulheres representaram 12,88% do valor total movimentado por pessoas físicas no período. Especialistas do setor associam essa diferença a um perfil de investimento mais cauteloso, marcado pela busca de compreensão sobre os ativos, diversificação da carteira e formação gradual de patrimônio.
No cenário global, estimativas da Triple-A indicam que cerca de 562 milhões de pessoas possuem criptomoedas, o equivalente a aproximadamente 6,8% da população mundial. As mulheres correspondem a cerca de 39% dos detentores desses ativos.
A participação feminina entre os usuários de plataformas de criptomoedas também avançou: passou de 12% em 2022 para 19% em 2025.








