A Mundo Verde prepara a abertura de 25 novas unidades até meados de 2027, após faturar R$ 500 milhões em 2025. A rede projeta crescer 12% neste ano e tem 170 franquias em operação, além de oito lojas próprias.
Dez unidades foram abertas até agora em 2026. Outras duas ou três devem ser inauguradas ainda neste ano, de acordo com Ana Paula Seixas, CEO da empresa. A executiva afirmou que a expansão está mais seletiva diante de fatores como a Selic mais alta e o ano eleitoral.
O próximo ciclo deve priorizar as regiões Norte e Nordeste, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Sul. Há três unidades em desenvolvimento no Norte e Nordeste, uma no Sul, duas em São Paulo e outras duas no Rio de Janeiro.
A empresa também busca aumentar a receita das lojas existentes. Três unidades passaram por retrofit neste ano, e a CEO relatou casos de avanço de 20% no faturamento após a reforma e o reposicionamento. O novo modelo inclui espaços de degustação e o Mini Mundo Verde, área infantil criada neste ano.
Franquias e marca própria
O investimento inicial para uma operação menor, com cerca de 40 metros quadrados, é de R$ 250 mil. Conforme a área e o estoque, o valor pode chegar a aproximadamente R$ 450 mil. Há lojas com até 200 metros quadrados.
Segundo Ana Paula Seixas, o retorno do investimento costuma ocorrer entre 18 e 24 meses. A rentabilidade final geralmente fica entre 15% e 18%, podendo chegar a 20%, dependendo do mercado.
A Mundo Verde tem 62 produtos de marca própria, entre suplementos, encapsulados, ingredientes culinários e snacks. Alguns deles são vendidos em mais de 1.500 pontos de venda, incluindo redes de farmácias, Graal e Frango Assado.
A rede também incentiva franqueados atuais a assumir novas unidades em suas regiões. “A gente trabalhou com uma expansão muito mais orgânica”, disse Ana.
Mudança no consumo
Fundada em 1987, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, a Mundo Verde começou com arroz integral, chás a granel, alimentos sem glúten e sem lactose, castanhas e outros itens integrais. A transformação em franquia começou em 1993, e o negócio passou para a família Martins em 2014.
Atualmente, suplementos estão entre as categorias mais relevantes. Creatina, whey protein, colágeno, ômega 3 e psyllium aparecem entre os produtos mais vendidos, em um mercado que também reúne supermercados, farmácias, marketplaces e lojas de conveniência.
A empresa aposta em curadoria, degustação e funcionários preparados para orientar os consumidores. A popularização dos medicamentos agonistas de GLP-1 também ampliou a procura por proteínas, fibras e itens de hidratação. Segundo a companhia, esse público provocou aumento entre 5% e 6% nas vendas das lojas.
A operação combina lojas físicas, WhatsApp e e-commerce. Os pedidos podem ser entregues em casa em até três horas ou retirados em uma unidade. Para 2027, está previsto o Clube Mundo Verde, com cashback e pontos utilizáveis com parceiros.








