A parcela de eleitores que espera uma melhora na economia brasileira nos próximos seis meses subiu de 36% para 46% em 20 dias, segundo a 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus. Esse é o maior percentual registrado desde o início da série, em março.
No mesmo período, a previsão de piora caiu de 29% para 19%. O índice de pessimismo também atingiu o menor nível da série. A mudança ocorreu nas últimas semanas da eleição, quando o governo Lula lançou medidas com impacto econômico, como o aumento de 15% no Bolsa Família, a proibição de bets, a prorrogação da subvenção do diesel e uma nova edição do programa de renegociação de dívidas.
Avaliação do cenário atual
A percepção sobre a situação presente da economia continua predominantemente negativa. Na rodada mais recente, 51% dos entrevistados classificaram a economia brasileira como ruim ou péssima. Outros 30% consideraram o cenário regular, enquanto 17% avaliaram a situação como ótima ou boa.
O percentual de avaliações negativas está acima de 50% desde meados de agosto. A diferença aparece quando a pesquisa aborda o futuro: embora a situação atual continue mal avaliada, a expectativa de melhora para os próximos seis meses chegou ao maior nível da série histórica.
A visão sobre a própria situação financeira também ficou mais positiva. 51% dos entrevistados disseram acreditar que sua condição financeira vai melhorar nos próximos seis meses, o maior percentual registrado pela pesquisa. A parcela que espera uma piora caiu para 12%.
Para André Jácomo, diretor de pesquisa da Nexus, os resultados mostram pouca mudança na percepção sobre o presente da economia desde o começo da série, enquanto as expectativas para o futuro se tornaram mais positivas.
A pesquisa foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados por telefone, entre 25 e 27 de setembro, com 2.000 pessoas. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.








