China e Estados Unidos concordaram em reduzir tarifas sobre 60 bilhões de dólares em mercadorias comercializadas entre os dois países. O acordo é parte da trégua comercial mantida pelas duas maiores economias do mundo.
Cada país selecionou 30 bilhões de dólares em produtos considerados não sensíveis para receber tratamento tarifário mais favorável. Segundo o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a medida deve ampliar o acesso ao mercado chinês para cerca de 30% das exportações americanas destinadas ao país.
A lista chinesa inclui milho, trigo, sorgo, carnes, laticínios, óleos vegetais, pescados, madeira, cosméticos e dispositivos médicos americanos. A soja, uma das principais commodities negociadas entre os dois países, ficou fora da relação.
Os Estados Unidos recomendaram tarifas menores para pequenos eletrodomésticos chineses, como cafeteiras e torradeiras, além de utensílios domésticos, roupas de cama, brinquedos, itens de decoração e cadeirinhas infantis para automóveis.
Implementação das reduções
O Ministério do Comércio da China informou que cerca de 90% dos produtos incluídos passarão a ter as tarifas aplicadas à chamada nação mais favorecida. A implementação ocorrerá simultaneamente, após a conclusão dos procedimentos exigidos pelas legislações de cada país.
O anúncio detalha resultados do encontro da semana passada entre Donald Trump e Xi Jinping, em Washington. Os dois governos também prorrogaram por dois meses a trégua comercial, que terminaria em 10 de novembro e agora seguirá até 10 de janeiro.
O entendimento prevê ainda um conselho bilateral de comércio, um grupo de trabalho para o setor agrícola, novas conversas sobre serviços financeiros e um canal de diálogo sobre inteligência artificial. A próxima rodada sobre IA está prevista para ocorrer até o fim de novembro.
Apesar do acordo, apenas uma parcela do comércio bilateral foi incluída. Em 2025, o fluxo de mercadorias entre os países somou cerca de 495 bilhões de dólares, queda de 25% em relação ao ano anterior.








